segunda-feira, setembro 13, 2010
O dia em que fui roubada pelas Lojas Renner!
Aí começou o início do roubo. A vendedora disse que eu era obrigada a contratar um seguro, mas que só precisaria pagar a primeira parcela. As restantes eu poderia simplesmente deixar de pagar. Também disse que era melhor parcelar a compra. Eu recusei e ela disse que se eu parcelasse e pagasse tudo no próximo mês, eu pagaria o mesmo valor e as parcelas seriam reduzidas devido ao adiantamento do pagamento. A mesma coisa foi reforçava por duas vendedoras. Acabei aceitando. Outro dia, quando fui fazer a compra, a vendedora falou a mesmíssima coisa. Se parcelasse e adiantasse o pagamento, teria desconto nas parcelas.
Então, eu devo ser muito idiota mesmo e acho que se uma das vendedoras tivesse me dito que papai noel existia, era capaz de eu ter acreditado. No dia que venceu a primeira compra, fui lá pagar, ciente de que quitaria todas as parcelas. Aí veio a surpresa: o valor total estava maior em R$ 12 e eu não tinha como cancelar o seguro, embutido em cada parcela. Quase enlouqueci na loja. O supervisor veio e disse esse roubo da loja estava certo e que ele não acreditava que as vendedoras tivessem me dito tamanho absurdo. Depois de protestar bastante, em vão, pedi que ele me repassasse aquelas informações por escrito e ele se recusou. Disse que a palavra dele bastava. E como é que eu iria acreditar depois de duas vendedoras da loja terem dito exatamente o contrário do que ele tava dizendo? Como eu ia acreditar numa loja que estava me roubando ali, sem a maior cerimônia?
Enfim, acabei pagando, fiz reclamação formal, e com certeza vou reclamar no Procon. Dois dias depois a loja me liga para fazer um acordo, afinal, eu era cliente nova, a loja era nova e eles não queriam que eu tivesse má impressão dali. Me convidaram pra ir lá. Não pude ir no dia combinado porque apareceu outro problema pra resolver, mas no dia seguinte fui lá e aí... não tinha acordo nenhum. Uma outra gerente, chamada Danielle, foi mais cínica que o primeiro gerente, Willian, e eu saí de lá mais estressada do que a primeira vez. Só então me deram o contrato do cartão, porque pedi, e no contrato, as condições de pagamento da Renner não são claras!
A lição que fica é que não pode acreditar nessas lojas e não vou mais aceitar nada que me digam ser vatanjoso, sem que tudo esteja totalmente explicadinho em contrato. E passei a odiar a Renner pelo resto da vida e sempre farei questão de espalhar essa história, para evitar que mais gente seja roubada por essa loja.
terça-feira, julho 20, 2010
Santa Ignorância!
O CASO – Maria Júlia Lledó e Rayanne Portugal escreveram uma matéria para um caderno do Correio Braziliense, publicado no dia 18 de julho, que fala sobre histórias de pessoas que viveram um grande amor no passado e depois de anos, se reencontraram. Assunto mega batido, mas enfim, as meninas devem ter ficado muito emocionadas com o filme Cartas para Julieta (que eu só vi o trailler e não me animou por conta de várias obviedades) e resolveram ir atrás das historinhas. O único mérito da matéria, na minha opinião, foi o fato de elas terem encontrado personagens, coisa difícil pra caramba.
Enfim, deveria ser uma matéria para se ler com descontração e perceber que neste mundo também há lugar para histórias bonitinhas nos jornais...até o momento em que, para ilustrar a matéria, as meninas resolvem citar histórias da literatura e do cinema e me pegam como exemplo o livro “O amor nos tempos do cólera”, do Gabriel Garcia Marquez, um dos meus livros preferidos e de muita gente que eu conheço. Como não leram a obra – triste dizer, mas muitos jornalistas só leem suas próprias matérias – elas pegaram a sinopse do livro do site da Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=161705), onde conta que o García Marquez se inspirou nos próprios pais para escrever a história e coloca os nomes daqueles como se fossem os personagens do livro, o que não é verdade, os personagens são outros.
Essas coisas me tiram do sério...Se tivessem ao menos lido o texto do site até o final, poderiam ter evitado se passar por ignorantes. Fizeram um Ctrl C e Ctrl V puros e simples e, pra variar, passaram uma informação pela metade, prática muito comum no Correio Braziliense. E já que as gurias parecem gostar de filmes melados, poderiam ao menos ter visto o filme sobre a obra, né? Não gostei do filme, mas pelo menos a história é fiel ao livro.
quarta-feira, julho 14, 2010
Como fazer uma matéria para um grande jornal
2 – Para isso, tente encontrar ao menos duas pessoas que tenham o mesmo pensamento que o seu, para embasar sua teoria. É aceitável dizer que a opinião dessas duas pessoas é a opinião da maioria.
3 – Se precisar ouvir o outro lado, dê um jeito de distorcer o que o outro lado diz, de tal forma que você consiga provar sua tese.
4 – Se não conseguir entrevistar ninguém, procure no Google.
5 – Meias verdades não são totalmente mentiras.
6 – Invista em títulos e retrancas polêmicas e que chamem a atenção do leitor.
7 – Esqueça a ética. O importante é o “interesse ‘público’ do local onde você trabalha”.
P.S – Lendo as matérias de muitos jornais, isso parece ser exatamente o que, infelizmente, muitos jornalistas fazem. Foi para continuar fazendo isso que muitos jornalistas e as grandes empresas de comunicação foram totalmente contra a criação do Conselho Federal de Jornalismo.
sexta-feira, junho 18, 2010
Para sempre, José Saramago!
Foto: Saramago em Lanzarote (Espanha), por Sebastião Salgado.Sabe aquelas pessoas que a gente acha que nunca devem morrer? Para mim, José Saramago era uma dessas pessoas. Podem achar exagero, mas a notícia da morte dele me deixou arrasada. Guardadas as devidas proporções, depois da morte do meu pai, cinco anos atrás, não consigo lembrar quando fiquei tão triste assim pela morte de alguém. Poucos dias atrás iniciei a leitura da biografia dele, escrita por João Marques Lopes, e lembrei que biografias geralmente se lê quando o biografado já faleceu...Na hora, deu um alívio saber que não era o caso do Saramago.
O primeiro livro dele que li foi “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Fui criada na religião Católica, já li todo o Novo Testamento e vários livros do Velho Testamento e, ainda assim, não achei que a obra era uma heresia, como ouvi de muita gente. Soube que na época do lançamento da obra, ele foi quase obrigada a sair de Portugal e passou a viver na Espanha. Na verdade, achei o livro bem engraçado e gostei muito de poder conhecer um outro ponto de vista sobre uma história que nos é contada sempre da mesma forma.
Aliás, essa outra maneira de “ver o mundo” é o que mais me fascina nas obras de José Saramago. Sem pudores, ele descreve o ser humano nas situações mais baixas possíveis e com todas as suas fraquezas, mesquinharias e crueldades. E faz isso no melhor estilo “cômico se não fosse trágico”. Foi assim em Ensaios sobre a Cegueira, até agora meu livro preferido dele. Até agora porque ainda não li toda sua obra. Lembro que na primeira parte do livro, eu me acabava de rir das situações e na segunda parte, eu só chorava. É uma obra sem igual. Quem convivia comigo na época sabe o quanto fiquei feliz quando soube que Fernando Meirelles ia fazer a versão do filme para o cinema. Eu tinha certeza que o filme seria ótimo, como foi. O próprio Saramago elogiou. Logo ele, tão difícil de agradar...
Depois li “As intermitências da morte”, pra mim a obra mais engraçada dele. E a mais irônica. Mais uma vez, me impressionou a sua fantástica imaginação e o fato de refletir sobre algo que nós, as pessoas comuns, nem chegamos a cogitar: o que aconteceria se ninguém mais morresse? E se a morte mandasse um aviso, por meio de carta, de que está próxima? Imperdível. Infelizmente, por causa dessas coisas da vida, perdi esse livro. Quando quiser lê-lo novamente, as livrarias estão aí para vender livros, rs. A Cultura tem uma seção maravilhosa, que fica quase no meio da loja, com uma mesa, com várias obras dele.
O quarto livro foi O Homem Duplicado, outra ficção sem igual. O cara solteiro, morando sozinho, aluga um filme e, de repente, vê que é a cara de um dos atores do filme. Intrigante e final surpreendente. O quinto livro foi “A viagem do Elefante”, até agora o que gostei menos, mas que não deixa de ser um bom livro. A última obra que li foi O Conto da Ilha Desconhecida. Lúdico.
Enfim, o mundo está mais chato. Mesmo aos 87 anos, José Saramago ainda produzia muito. E era uma felicidade saber que ele ainda estava por aí, escrevendo alguma história fantástica que ia me deixar boba de novo. É realmente muito triste saber que um dos melhores escritores de todos os tempos, na minha modesta opinião, não está mais entre nós. E não posso dizer “Vá com Deus”, porque ele não gostaria, mas espero realmente que ele esteja em um bom lugar.
quarta-feira, abril 07, 2010
Céu de Brasília no dia 07.04.2010
segunda-feira, março 15, 2010
O fiasco dos 50 anos...
segunda-feira, março 01, 2010
Sobre o QI deles...
Nos dois casos, é certo: não é preciso ter um QI muito elevado para deduzir os dois resultados, né? Pelo menos meninas, é preciso anotar: se quiserem encontrar um cara muito inteligente, ele não pode fumar e não ter acusação de infidelidade da ex. O primeiro caso é até fácil encontrar...o segundo é que são elas...rs.
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Eu moraria em Canoa Quebrada...

Essa foi a maior surpresa do carnaval...eu sabia que ia ver lugares paradisíacos no Ceará, mas nunca imaginei que algum iria me fazer cogitar a possibilidade de deixar Brasília, cidade que eu adoro (mamãe que o diga!). Mas trocar uma por outra obviamente não seria uma simples mudança de endereço, mas de todo um estilo de vida.
Não sei quanto tempo vai durar essa vontade, mas aquela paz e simplicidade é tudo o que eu ando querendo. E eu que achei que era impossível encontrar lugar que me desse mais paz do que a capital federal. Porém, aqui não há simplicidade alguma. Sei lá, de todo modo, se a vontade não passar em um ano, terei que pensar seriamente no assunto.
Contudo, todavia, entretanto, a vida não é um filme e a realidade não é nada romântica, então teria que resolver um empecilho de ordem bem prática: O que eu faria em Canoa Quebrada? Sim, porque é até pecado desejar mais que aquele vento, aquelas praias e aquele mar verde... mas infelizmente cheguei numa idade em que o mínimo de conforto é essencial, como: carro (pra ir ao cinema em Fortaleza), uma casa com umas janelas bem grandes e grana pra ver minha família e amigos toda vez que sentisse saudade, sem contar que não passo o natal longe de casa (a casa da minha mãe sempre será a minha casa de verdade) nem que me ofereçam o céu.
Então, conversando com os amigos e pensando com meus botões surgiram algumas ideias de como sobreviver em Canoa Quebrada. Eis algumas:
1 – Vender coco na praia
Bom: coco na praia é tão essencial quanto o mar.
Ruim: eu teria mais concorrentes que a Angelina Jolie na disputa pelo Brad Pitt.
2 – Virar pescadora
Bom: assim como eu, muitas pessoas amam peixe. Acho que venderia bem.
Ruim: Como se pega peixe?
3 – Abrir uma pousada
Bom: Parece coisa de filme: uma pousada perto do mar. Muito charmoso.
Ruim: Teria paciência para lidar com os hóspedes chatos? E haja grana pra montar algo minimamente decente.
4 – Abrir um pub, onde só tocasse rock
Bom: Não vi nenhum pub lá. Na verdade, tem um lugar charmosinho que toca jazz. Mas acho que faria algo diferente. Levaria primeiro as bandinhas de Fortaleza pra tocar lá. Depois, quem sabe, até umas internacionais (sonhar não custa nada, né?).
Ruim: A Tassiana (cearense legítima) diria: “rock na terra do forró. Tu vai falir!!!”
5 – Vender artesanato
Bom: gosto muito de trabalhos manuais.
Ruim: Gostar não significa ter talento. E outra: teria renda pra viajar a hora que eu quisesse?
6 – Abrir um cinema
Bom: cinema nunca mais é demais. E toda cidade deve ter um.
Ruim: como me disse um senhor na volta de Canoa Quebrada: “no começo, pode ser novidade e todo mundo vai gostar. Mas depois, sei não. Melhor você abrir um jornal”.
7 – Abrir um jornal
Bom: jornalismo é a minha área e o que minimamente sei fazer.
Ruim: pra ganhar dinheiro com isso, eu teria que bajular anunciantes. E eu sou lá pessoa com talento e paciência pra bajular alguém?
8 – Trabalhar na sorveteria da Débora (pessoa feliz que mora em Aracati, onde fica Canoa Quebrada).
Bom: sorvete naquele calor não deve ser mau negócio.
Ruim: e se eu engordar?
9 - Virar uma local friend
Bom: Conheceria gente do mundo todo. Ahhhh, que maravilha!
Ruim: E o tal jogo de cintura para aguentar os "boring friends"?
Foto: Flávia Peixoto e Rodrigo Berçot
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
Manual de reportagem
Triste folia

Brasília fez bonito na reação à ditadura militar. Perdeu Honestino Guimarães, morto enquanto estudante da UnB; liderou o renascimento do movimento estudantil; viu carreatas levando chicotadas de generais na Esplanada dos Ministérios; votou contra Collor em 1989, participou ativamente dos grandes movimentos pela redemocratização do país. Para dar nisso...
A guinada maldita, que gerou todos esses escândalos, começou ainda no final da década de 1980, com o Brasil fervilhando com a Constituinte. Foi aí o primeiro governo, o único por nomeação, de Joaquim Roriz no DF. A partir de 1990, os governadores passaram a ser eleitos e Roriz teve mais três mandatos, somando 12 dos 20 anos de poder desde então. Os velhos militantes de esquerda foram anulados ou engolidos pelo esquema Roriz. Tudo e todos giram à volta dele, ou como aliados, ou como seus adversários diretos. Ele é o polo de poder.
Foi assim que Roriz produziu José Roberto Arruda, o primeiro governador preso por corrupção depois da ditadura, e que agora passa o Carnaval na cadeia. Foi assim que Roriz criou o empresário Luiz Estêvão, o primeiro senador da República cassado por corrupção na democracia. Foi assim que Roriz geminou Paulo Octávio, que tenta desesperadamente se equilibrar como substituto de Arruda no governo, apesar de citado em várias circunstâncias na mesma operação Caixa de Pandora da Polícia Federal.
Mas, apesar de tudo isso, e por macabra ironia, esse cenário de terra arrasada favorece o lançamento de Roriz para as eleições de outubro. Não há nomes na esquerda, insegura e incerta, e a direita está desbaratada. Então, chega de intermediários. Vem aí para o governo Joaquim Roriz, justamente onde tudo começou...
É ou não um filme de terror?
PS - Em geral, discordo das posição da Cantanhêde, mas dessa vez ela foi bem feliz. Quem mais tá deprimido com a possível volta do Roriz???
quarta-feira, fevereiro 10, 2010
Trilha
Legião Urbana
Composição: Renato Russo, Dado Villa-Lobos/Renato Russo, Marcelo Bonfá
Quero me encontrar, mas não sei onde estou
Vem comigo procurar algum lugar mais calmo
Longe dessa confusão e dessa gente que não se respeita
Tenho quase certeza que eu não sou daqui
Acho que gosto de São Paulo
Gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninos
Vai ver que é assim mesmo e vai ser assim pra sempre
Vai ficando complicado e ao mesmo tempo diferente
Estou cansado de bater e ninguém abrir
Você me deixou sentindo tanto frio
Não sei mais o que dizer
Te fiz comida, velei teu sono
Fui teu amigo, te levei comigo
E me diz: pra mim o que é que ficou?
Me deixa ver como viver é bom
Não é a vida como está, e sim as coisas como são
Você não quis tentar me ajudar
Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem?
Eu canto em português errado
Acho que o imperfeito não participa do passado
Troco as pessoas
Troco os pronomes
Preciso de oxigênio, preciso ter amigos
Preciso ter dinheiro, preciso de carinho
Acho que te amava, agora acho que te odeio
São tudo pequenas coisas e tudo deve passar
Acho que gosto de São Paulo
E gosto de São João
Gosto de São Francisco e São Sebastião
E eu gosto de meninos e meninos
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
A vida como ela é...
O filme conta a história de Grace, vivida por Nicole Kidman, que chega em uma cidadezinha (Dogville) fugindo de gangsters. Os moradores aceitam que ela se esconda na cidade, desde que faça alguns trabalhos para eles. No começo, ninguém precisava de nada, mas pouco a pouco as exigências vão aumentando, chegando ao ponto de...(ah, vão assistir ao filme, rs). O fato é que o “favor” de esconder Grace se torna caro demais para ela.
Na vida real, muitas pessoas também são assim...fazem isso e aquilo dizendo ser para o bem dos outros, dizem que dão amor, amizade e carinho de peito aberto, mas depois se sentem no direito de exigir uma “recompensa”. E quando você não é capaz de “retribuir”, sai de baixo! È fato que muita gente usa o bem que faz para se sentir no direito de cobrar atitudes que gostaria que os outros tivessem, esquecendo que cada um é livre para fazer suas escolhas e julgando os motivos do outro baseado em interpretações próprias e que, em boa parte dos casos, não condizem com a realidade.
Outra situação – retratada perfeitamente em Dogville – é a velocidade com que as pessoas conseguem justificar os motivos para fazer o mal ao outro como uma tentativa de corrigi-lo e com isso, pensam estar fazendo o bem. Nisso, se sentem no direito de exigir o que bem entenderem.
É por essas e outras que agora desconfio mais do que nunca de pessoas que alardeiam sua bondade, te juram amor eterno e querem te cobrir de favores. Um dia a fatura de cobrança sempre chega e tudo acaba sendo muito penoso. Que Deus nos proteja!
domingo, dezembro 20, 2009
Cinco coisas que aprendi em 2009
2 - Pimenta nos olhos dos outros é refresco. Só merece estar ao nosso lado quem é bom e quer o nosso bem.
3 - Tem coisas que simplesmente não têm solução e devem ser esquecidas. Às vezes, quando as coisas não são como gostaríamos, elas podem ser boas mesmo assim e pode-se tirar bom proveito delas.
4 - Guardar dinheiro é essencial.
5 - Definitivamente, eu não tenho vocação para a infelicidade.
Um Feliz Natal e um ótimo 2010 para todos nós!!!!
Fracasso da COP-15 é de todos nós

A 15º Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas encerrou na última sexta-feira, dia 18, e tudo o que se lê e ouve sobre o assunto é que foi um fracasso e que ninguém conseguiu chegar a um acordo. Pensando friamente, não tem como algo dar certo se somente algumas pessoas são responsáveis por dizer o que todo o resto do planeta deve fazer para que o mundo não acabe.
È claro, óbvio e explícito que não se pode tirar a responsabilidade que “nossos” governantes têm nessa bodega, mas quaisquer tentativas desse tipo serão fracassadas se não tiverem o apoio e o compromisso de todos os habitantes. Porque se for do jeito que é (tudo nos ombros de alguns poucos), fica muito cômodo. E quanto à nossa responsabilidade com o planeta? Cada um é muito mais (ir) responsável do que se imagina. Basta observar “nossos” (e aqui coloco aspas porque tenho absoluta consciência de que não mereço entrar no bolo) hábitos de consumo.
Ainda há hoje um pensamento tão mesquinho quanto ignorante de pessoas achando que por terem poder aquisitivo, podem utilizar os recursos naturais como bem entenderem. E por isso, deixam cômodos da casa (ou escritório) com as luzes acesas sem necessidade, gastam horas no banho e acham que separar o lixo para reciclagem é coisa de quem não tem o que fazer. Aí depois senta a bunda na frente da TV para “lamentar” o desmatamento na Amazônia, da poluição dos rios, do derretimento das geleiras...
Aprendi com meus pais a não desperdiçar nada e economizar água e luz toda vez que isso for possível. Não sou nenhuma santa, mas prefiro fazer a minha parte. É muito difícil haver duas lâmpadas acesas ao mesmo tempo na minha casa se eu estiver sozinha. Também deixei o costume insano de lavar louças e escovar os dentes com a torneira aberta e já faz muito tempo que não pego sacolas plásticas nos supermercados. Adoro as ecobags! Também separo o lixo seco do orgânico para deixar em pontos de coleta seletiva e evito o consumo desnecessário.
Esses dias, por conta do trabalho, andei observado como existem muitas instituições/empresas que não estão nem aí pro clima do planeta e para quem mais o importante é lucrar. Ô ódio de universidades particulares (principalmente a UNIP) que distribuem panfletos na frente de locais de exames de vestibular e avaliações como Enem e PAS. Só no parabrisa do meu carro, encontrei 8 (OITO!!!) revistas da Unip e dezenas de panfletos de vários cursinhos pré-vestibulares. Só um não bastava? E fica aquela sujeira na frente das escolas. Jamais deixaria um dos meus sobrinhos estudar numa instituição como essa, porque se o mau exemplo de como se deve tratar o planeta eles dão antes dos estudantes pisarem na instituição...imagina como deve ser quando estão dentro.
domingo, dezembro 06, 2009
5 promessas para 2010 e/ou para o resto da vida
2 – Em 2010, não quero nem ouvir falar na palavra futebol. Talvez pro resto da vida. Só torcedor sofre. Jogadores e diretoria pouco se importam com aquela coisa de raça e ganhar com dignidade.
3 – Me dedicarei mais ao curso de espanhol.
4 – Trocarei de carro, se Deus quiser.
5 – Aprenderei novas receitas culinárias.
terça-feira, dezembro 01, 2009
Pagarei a língua?
sexta-feira, novembro 20, 2009
Quanta bobagem!
O Weitz em questão é diretor do tal Lua Nova, filme adolescente que estreia hoje. Não aguento mais abrir páginas de jornas, capas de site e deparar com matérias sobre esse filme. Quando vi o trailler e algumas coisas que li sobre o tal Crepúsculo, nunca imaginei que fosse fazer tanto sucesso, tamanha bobagem retratada nos filmes. Mas agora vem isso tudo para a continuação. Tenha dó!
Quando era adolescente, lembro que gostei bastante de Entrevista com Vampiro. E li o livro (da Anne Rice) no qual foi baseado o filme umas três vezes. Mas a história não tinha essa meladeira toda, com mocinhas e vampirinhos encantados. Aff, que preguiça!Os adolecentes estarem ansiosos, até dá pra entender, mas o que tem de gente que há muito tempo já passou da adolescência ansioso pela estreia da fita, é de envergonhar, rs. Será mesmo que a parte do mundo cabeça de vento não tem algo mais importante para falar? Povo se apega a cada coisa! Mas enfim, cada um sua própria imbecibilidade, né?
terça-feira, novembro 17, 2009
A oposição ainda me mata de vergonha!
Engraçado isso...tem lugares nesse País que sofrem com o racionamento de energia elétrica constante – exemplo: Manaus, o interior do Amazonas todo, etc – e essa galera não tá nem aí. Agora, só porque alguns estados ficaram duas horas sem energia, a comoção foi comparada ao fim do mundo. È verdade que muita gente teve prejuízos e foi um Deus nos acuda (aqui em Brasília eu não vi nada), mas usar isso como a tábua de salvação para não elegeram o candidato que o PT lançar, faça-me o favor! Não me matem de vergonha por tanta incompetência!!! Logo essa galera que conseguiu passar por cima da Constituição e aprovar a reeleição...
E hoje tem o filme sobre a vida de Lula na estreia do Festival de Cinema de Brasília. A acusação agora é uso político eleitoral da fita. Mais uma vez, cito a incompetência: que culpa tem o diretor e outros artistas se a vida da galera do café com leite não tem rende ao menos um conto???
terça-feira, novembro 10, 2009
Blues da Piedade
Que vagam pelo mundo derrotados
Pra essas sementes mal plantadas
Que já nascem com cara de abortadas
Pras pessoas de alma bem pequena
Remoendo pequenos problemas
Querendo sempre aquilo que não têm
Pra quem vê a luz
Mas não ilumina suas minicertezas
Vive contando dinheiro
E não muda quando é lua cheia
Pra quem não sabe amar
Fica esperando
Alguém que caiba no seu sonho
Como varizes que vão aumentando
Como insetos em volta da lâmpada
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
Quero cantar só para as pessoas fracas
Que tão no mundo e perderam a viagem
Quero cantar o blues
Com o pastor e o bumbo na praça
Vamos pedir piedade
Pois há um incêndio sob a chuva rala
Somos iguais em desgraça
Vamos cantar o blues da piedade
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Pra essa gente careta e covarde
Vamos pedir piedade
Senhor, piedade
Lhes dê grandeza e um pouco de coragem
(Composição: Cazuza/Frejat)
segunda-feira, novembro 09, 2009
Agora não falta mais nada...
Se isso já é horrível, imagine se a moda pega... e as mulheres tenham que usar véu para não serem apedrejadas na rua. Ok, pode soar como exagero, mas eu não duvido de mais nada neste País. Basta verificar os projetos de lei tramitando no Congresso e que, se aprovados, vão levar pro lixo importantes conquistas das mulheres, como foi o caso da aprovação da Lei Maria da Penha. Um exemplo: hoje, a mulher não pode mais retirar a queixa contra o agressor requerendo isso na delegacia. Ela tem que fazer o pedido a um juiz. E, mesmo assim, se o Ministério Público quiser, ele pode levar o processo adiante. Um golpe para os agressores que batiam e depois obrigavam a mulher a retirar a queixa. Mas como nesse País tudo é uma questão de preservar os interesses de quem financeiramente pode mais, projeto de reforma do Código Penal quer acabar com isso e fazer as coisas voltarem pro patamar anterior.
Aliás, se tem uma lei que contrariou a banda machista do Brasil foi a Lei Maria da Penha. Isso porque não é só uma lei que serve pros “pobres”. Atinge os ricos também, pois não adianta ter o dinheiro que tiver, os diplomas que tiver...bateu na mulher, é processado! E, em muitos casos, vai pra cadeia mesmo. Por isso, tem muita gente querendo dar um jeito de invalidar a lei. E os homens de terno e gravata são os mais interessados.
Voltando pra menina da Uniban, eu espero realmente que ela faça a “universidade” e os “estudantes” pagarem cada centavo por tamanha humilhação. Obviamente que o dinheiro não vai pagar o sofrimento, mas pelo menos vai fazer doar onde mais dói nesse tipo de gente.
