Por Leandro Fortes
CARTA ABERTA AOS JORNALISTAS DO BRASIL
No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo.
O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do “Comitê de Imprensa”, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa. Nesta carta, contudo, falo somente por mim.
Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalista, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico - de áudio nunca revelado - envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.
Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro.
O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera. Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros.
Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.
Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites.
Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?
Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?
sexta-feira, março 27, 2009
quinta-feira, março 05, 2009
Piadinha
Crise masculina
Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:
- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas.
Mas todas as noites, eu dormia com uma loira de 25 anos. E continuei:
- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super king size e uma TV de plasma do 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
- Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!
P.S. - Em homenagem a todas as mulheres maduras - que não significa necessariamene ser velha - e inteligentes :)
Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:
- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas.
Mas todas as noites, eu dormia com uma loira de 25 anos. E continuei:
- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super king size e uma TV de plasma do 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.
Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:
- Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.
Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!
P.S. - Em homenagem a todas as mulheres maduras - que não significa necessariamene ser velha - e inteligentes :)
segunda-feira, março 02, 2009
As injustiças nossas de cada dia...
A cobertura das mortes de São Joaquim dos Montes (PE), atribuídas a membros do Movimento dos Sem-Terra (MST) serve para provar, mais uma vez, o quanto a imprensa brasileira é preconceituosa e elitista. Impressionante do que são capazes os “coleguinhas” – e os grupos que controlam os meios de comunicação deste País – quando querem impor um ponto de vista, uma “verdade”.
Não pretendo defender a galera acampada na tal fazenda em Pernambuco, tampouco defender a violência atribuída ao MST nos últimos anos, mas a forma orquestrada como toda a imprensa vem criticando o movimento, destacando apenas um lado da história me faz perder toda a confiança na dita democracia brasileira. O que considero mais injusto é que na hora de criticar um movimento social que eles nunca tentaram entender, vão atrás de pessoas nem um pouco isentas. È como se pedissem pro primeiro-ministro de Israel dizer o que acha dos comandantes da rival Palestina.
Por isso, perguntar do presidente do STF a opinião dele sobre o caso é jogar gasolina no fogo e sacramentar injustiças. O que dizer dos ruralistas? Obviamente que os culpados pelo assassinato dos quatro homens devem ser julgados e punidos, mas por que não usar da mesma severidade com que a imprensa e os latifundiários julgaram todo o MST para noticiar a morte de pobres e miseráveis, que pelo menos levantam a bunda – nem sempre gorda – e vão lutar por seus direitos?
Na quinta-feira (26) à noite, a matéria do Jornal Nacional contando o caso foi tão ridícula, que deu nojo. A “verdade” deles foi procurar associar sempre o MST ao presidente Lula, mostrando como os sem-terra foram beneficiados neste governo. O que é uma mentira tão grande...Até meus sobrinhos que ainda estão aprendendo a ler devem saber que a reforma agrária no Brasil está parada – uma grande vergonha para o PT.
Vendo aquilo já imaginei o que se passava na cabeça do perfil típico dos telespectadores do Jornal Nacional – aqueles chamados de Homer Simpson pelo William Bonner: “São todos uns baderneiros, bandidos mesmo”. Mesma idéia tentam impregnar em nossas mentes outros veículos. Lendo algumas matérias dos ditos mais importantes jornais brasileiros – O Globo, Folha de SP e Estadão – me perguntei se agora as pautas deles eram compartilhadas. Todas as matérias estavam escritas quase que com as mesmas palavras, ouvindo as mesmas fontes, destacando os mesmos fatos. Com certeza, pra economizar raciocínio, eles devem fazer uma reunião de pauta única.
E nessa pauta única nunca terão vez as injustiças cometidas no campo brasileiro: trabalho escravo, concentração de terras, pistolagem, etc. A Comissão Pastoral da Terra vive denunciando casos de assassinatos e ameaças a trabalhadores rurais e integrantes de movimentos sociais, mas só quem toma conhecimento é quem acessa o site da entidade, pois esses assuntos nunca são abordados pela tal “grande imprensa”. E por quê? Ah, basta tirar o olho do umbigo e olhar um pouquinho pros lados pra perceber...
Mais uma vez, repito: não concordo com a violência e não entendo algumas táticas usadas pelo MST, mas sei que não é preciso ir muito longe pra perceber que muitos têm tanto e outros não têm nada. Conversando com um amigo, me deu a curiosidade de saber quantos hectares tem a fazenda da qual ele vive falando. Dois mil foi a resposta. E o que vocês produzem lá? Ele: Nada. Acredito que a família dele deve ter trabalho bastante para conseguir tal propriedade, mas é justo deixar que dois mil hectares de terras fique assim, à toa? E aqueles que têm dez vezes mais que isso e não plantam um só pé de feijão? É contra esse tipo de injustiça que movimentos sociais ligados à reforma agrária – entre eles o MST - lutam. E se tem coisas erradas, é bom que se puna, mas de forma justa. E a imprensa brasileira, é a favor de quê??? Repito: basta tirar o olho do próprio umbigo e olhar pros lados...a resposta nem está longe.
Não pretendo defender a galera acampada na tal fazenda em Pernambuco, tampouco defender a violência atribuída ao MST nos últimos anos, mas a forma orquestrada como toda a imprensa vem criticando o movimento, destacando apenas um lado da história me faz perder toda a confiança na dita democracia brasileira. O que considero mais injusto é que na hora de criticar um movimento social que eles nunca tentaram entender, vão atrás de pessoas nem um pouco isentas. È como se pedissem pro primeiro-ministro de Israel dizer o que acha dos comandantes da rival Palestina.
Por isso, perguntar do presidente do STF a opinião dele sobre o caso é jogar gasolina no fogo e sacramentar injustiças. O que dizer dos ruralistas? Obviamente que os culpados pelo assassinato dos quatro homens devem ser julgados e punidos, mas por que não usar da mesma severidade com que a imprensa e os latifundiários julgaram todo o MST para noticiar a morte de pobres e miseráveis, que pelo menos levantam a bunda – nem sempre gorda – e vão lutar por seus direitos?
Na quinta-feira (26) à noite, a matéria do Jornal Nacional contando o caso foi tão ridícula, que deu nojo. A “verdade” deles foi procurar associar sempre o MST ao presidente Lula, mostrando como os sem-terra foram beneficiados neste governo. O que é uma mentira tão grande...Até meus sobrinhos que ainda estão aprendendo a ler devem saber que a reforma agrária no Brasil está parada – uma grande vergonha para o PT.
Vendo aquilo já imaginei o que se passava na cabeça do perfil típico dos telespectadores do Jornal Nacional – aqueles chamados de Homer Simpson pelo William Bonner: “São todos uns baderneiros, bandidos mesmo”. Mesma idéia tentam impregnar em nossas mentes outros veículos. Lendo algumas matérias dos ditos mais importantes jornais brasileiros – O Globo, Folha de SP e Estadão – me perguntei se agora as pautas deles eram compartilhadas. Todas as matérias estavam escritas quase que com as mesmas palavras, ouvindo as mesmas fontes, destacando os mesmos fatos. Com certeza, pra economizar raciocínio, eles devem fazer uma reunião de pauta única.
E nessa pauta única nunca terão vez as injustiças cometidas no campo brasileiro: trabalho escravo, concentração de terras, pistolagem, etc. A Comissão Pastoral da Terra vive denunciando casos de assassinatos e ameaças a trabalhadores rurais e integrantes de movimentos sociais, mas só quem toma conhecimento é quem acessa o site da entidade, pois esses assuntos nunca são abordados pela tal “grande imprensa”. E por quê? Ah, basta tirar o olho do umbigo e olhar um pouquinho pros lados pra perceber...
Mais uma vez, repito: não concordo com a violência e não entendo algumas táticas usadas pelo MST, mas sei que não é preciso ir muito longe pra perceber que muitos têm tanto e outros não têm nada. Conversando com um amigo, me deu a curiosidade de saber quantos hectares tem a fazenda da qual ele vive falando. Dois mil foi a resposta. E o que vocês produzem lá? Ele: Nada. Acredito que a família dele deve ter trabalho bastante para conseguir tal propriedade, mas é justo deixar que dois mil hectares de terras fique assim, à toa? E aqueles que têm dez vezes mais que isso e não plantam um só pé de feijão? É contra esse tipo de injustiça que movimentos sociais ligados à reforma agrária – entre eles o MST - lutam. E se tem coisas erradas, é bom que se puna, mas de forma justa. E a imprensa brasileira, é a favor de quê??? Repito: basta tirar o olho do próprio umbigo e olhar pros lados...a resposta nem está longe.
quinta-feira, fevereiro 12, 2009
Sozinha no cinema
Recordando a historinha levantada dois posts atrás, já vi muitas caras feias depois de mencionar o quanto gosto de ir ao cinema “all by myself”. Muita gente não entende... De fato, eu é que não consigo entender como é que tem gente que deixa de ver o filme que tá querendo ver porque não quer ir sozinho (a).
Enfim, cada um com seu cada qual. Listo abaixo meus motivos para não me importar em ir ao cinema sem companhia. Não é que rejeite companhia, até convido e tudo, mas em geral, ir sozinha não me incomoda por que:
- Não se perde tempo negociando: o filme, o horário e o cinema. Você vê o filme que quer, na hora que der na telha e no cinema que bem entender.
- Pode ir sem planejar. Deu vontade e arrumou um tempo, vá. Se for negociar os itens acima, isto não é possível.
- Mesmo em salas lotadas, sempre tem uma cadeira vazia numa boa fila. Se for acompanhado, você tem que encontrar sempre duas cadeiras vazias, no mínimo.
- Pode se atrasar, sem ter que aguentar as reclamações da companhia. E também não atrapalha a companhia de ver o filme desde o começo.
- Não precisa ficar esperando a companhia ir comprar comida. Se você estiver com fome, você se vira.
- No meu caso, tem vezes que eu saio do cinema não querendo comentar o filme, principalmente se o dito cujo me faz pensar. Gosto de ficar sozinha com meus próprios pensamentos. E se o filme é ruim, corro para ligar pra alguém para avisar.
- E se você escolher um filme achando que vai ser bom e ele se revelar uma “coisa sem pé nem cabeça”, não se sente culpado por ter levado outra pessoa junto. O prejuízo é só seu.
Bom, por enquanto são esses os motivos que eu lembro. Se surgir mais algum, eu volto. Ah, Feliz 2009 pra todo mundo!
Enfim, cada um com seu cada qual. Listo abaixo meus motivos para não me importar em ir ao cinema sem companhia. Não é que rejeite companhia, até convido e tudo, mas em geral, ir sozinha não me incomoda por que:
- Não se perde tempo negociando: o filme, o horário e o cinema. Você vê o filme que quer, na hora que der na telha e no cinema que bem entender.
- Pode ir sem planejar. Deu vontade e arrumou um tempo, vá. Se for negociar os itens acima, isto não é possível.
- Mesmo em salas lotadas, sempre tem uma cadeira vazia numa boa fila. Se for acompanhado, você tem que encontrar sempre duas cadeiras vazias, no mínimo.
- Pode se atrasar, sem ter que aguentar as reclamações da companhia. E também não atrapalha a companhia de ver o filme desde o começo.
- Não precisa ficar esperando a companhia ir comprar comida. Se você estiver com fome, você se vira.
- No meu caso, tem vezes que eu saio do cinema não querendo comentar o filme, principalmente se o dito cujo me faz pensar. Gosto de ficar sozinha com meus próprios pensamentos. E se o filme é ruim, corro para ligar pra alguém para avisar.
- E se você escolher um filme achando que vai ser bom e ele se revelar uma “coisa sem pé nem cabeça”, não se sente culpado por ter levado outra pessoa junto. O prejuízo é só seu.
Bom, por enquanto são esses os motivos que eu lembro. Se surgir mais algum, eu volto. Ah, Feliz 2009 pra todo mundo!
terça-feira, dezembro 16, 2008
Correria...e registro!
Fechamento de duas edições de jornais, cinco programas de rádio, trocentas notas pro site, procura por presentes de amigo oculto, amigos e família, exames médicos, fazer "mil sociais" pra manter as amizades, resolver problemas do carro...
Enfim, diante disso, tá difícil aparecer por aqui...Mas gostaria de registrar - com muito atraso - que o show do REM foi muuuuuito bom!! Valeu cada centavo. E o povo do Rio é muito bacana. Valeu Lellê, Valeu CA.
Era isso...ano que vem tem mais!
P.S. Foram as fotos melhorzinhas que consegui tirar :D
sábado, outubro 18, 2008
Das coisas que eu não consigo compreender...
_ Vc já viu Ensaio sobre a Cegueira?
- Sim, duas vezes.
- E é bom?
- Sou suspeita pra falar porque é baseado em um dos meus livros preferidos, de um dos escritores preferidos e do diretor preferido. E eu só assisto a mais de uma vez um filme no cinema se ele for muito bom.
- Eu tava querendo ver, mas minha namorada, que já não gosta de cinema, odeia filme brasileiro.
(Pensei: SOCORRO!)
- Poisé, se não me engano, só tem uma atriz brasileira no filme, e ela é mais conhecida lá for a que aqui.
- Mas o diretor é brasileiro, né? É filmado no Brasil?
- Sim…e é filmado em SP e em outras duas cidades, do Chile e Canadá...enfim, não se pode chamar de um filme brasileiro, creio.
- Hummm…eu quero muito ver.
- E por que não vai sozinho?
- Ah, ela me mata...
(SOCORRO, de novo!)
Outro diálogo:
Mais de um mês depois de estrear o filme.
- Pôxa, ainda não vi Ensaio sobre a Cegueira…
- Oxe, por que não?
- Ninguém quer ir comigo?
- Mas e aquele dia que vc saiu dizendo que tava indo com uma amiga?
- Não deu certo.
- E por que não vai sozinha?
- Ah, odeio ir ao cinema sozinha. Nunca vou sozinha.
(SOCORRO!!!)
Bem, pra começo de conversa, gostei mesmo do filme. E tava esperando pela estreia desde que o Fernando Meirelles conseguiu a autorização do Saramago para filmar. Vinha acompanhando tudo. E geralmente não faço questão de ver filmes no dia da estreia, mas esse fiz questão. E não escondi minha ansiedade de ninguém. Não me considero apta a fazer crítica de cinema, mas posso dizer que o filme é igual ao que eu imaginava enquanto lia o livro. Gostei da dualidade de cores, da fidelidade ao texto do Saramago e me impressionei com o fato de que não sentimos falta dos nomes dos personagens, visto que eles não são nominados no livro.
Sobre os diálogos:
Não gostar de cinema e, pior, odiar filme brasileiro?? Depois eu que sou a chata??!! Fiquei imaginando a cara de nojenta que essa namorada tem…Ops, lembrei que a conheço e realmente tem cara de nojenta, rs.
Perder de ver um filme legal porque odeia ir ao cinema sozinha??? Deus me livre…a vida é muito curta, pra se perder tempo esperando companhia pra fazer algo que se quer muito, como ir ao cinema. Tira pedaço não!
SOCORRO!!
- Sim, duas vezes.
- E é bom?
- Sou suspeita pra falar porque é baseado em um dos meus livros preferidos, de um dos escritores preferidos e do diretor preferido. E eu só assisto a mais de uma vez um filme no cinema se ele for muito bom.
- Eu tava querendo ver, mas minha namorada, que já não gosta de cinema, odeia filme brasileiro.
(Pensei: SOCORRO!)
- Poisé, se não me engano, só tem uma atriz brasileira no filme, e ela é mais conhecida lá for a que aqui.
- Mas o diretor é brasileiro, né? É filmado no Brasil?
- Sim…e é filmado em SP e em outras duas cidades, do Chile e Canadá...enfim, não se pode chamar de um filme brasileiro, creio.
- Hummm…eu quero muito ver.
- E por que não vai sozinho?
- Ah, ela me mata...
(SOCORRO, de novo!)
Outro diálogo:
Mais de um mês depois de estrear o filme.
- Pôxa, ainda não vi Ensaio sobre a Cegueira…
- Oxe, por que não?
- Ninguém quer ir comigo?
- Mas e aquele dia que vc saiu dizendo que tava indo com uma amiga?
- Não deu certo.
- E por que não vai sozinha?
- Ah, odeio ir ao cinema sozinha. Nunca vou sozinha.
(SOCORRO!!!)
Bem, pra começo de conversa, gostei mesmo do filme. E tava esperando pela estreia desde que o Fernando Meirelles conseguiu a autorização do Saramago para filmar. Vinha acompanhando tudo. E geralmente não faço questão de ver filmes no dia da estreia, mas esse fiz questão. E não escondi minha ansiedade de ninguém. Não me considero apta a fazer crítica de cinema, mas posso dizer que o filme é igual ao que eu imaginava enquanto lia o livro. Gostei da dualidade de cores, da fidelidade ao texto do Saramago e me impressionei com o fato de que não sentimos falta dos nomes dos personagens, visto que eles não são nominados no livro.
Sobre os diálogos:
Não gostar de cinema e, pior, odiar filme brasileiro?? Depois eu que sou a chata??!! Fiquei imaginando a cara de nojenta que essa namorada tem…Ops, lembrei que a conheço e realmente tem cara de nojenta, rs.
Perder de ver um filme legal porque odeia ir ao cinema sozinha??? Deus me livre…a vida é muito curta, pra se perder tempo esperando companhia pra fazer algo que se quer muito, como ir ao cinema. Tira pedaço não!
SOCORRO!!
quarta-feira, outubro 08, 2008
A música que embalou o aniversário...rs
Tempo Rei - Gilberto Gil
Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...
Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...
Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...
Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...
Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...
Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...
quarta-feira, setembro 24, 2008
Viva o Distrito Federal!!!

À parte todos os motivos pra eu gostar de morar em Brasília, com certeza um tem feito a diferença: o fato de aqui só haver eleições de quatro em quatro anos. Se é que alguém já não sabe disso, mas no DF só tem eleição para governador e deputados distritais e ocorre no mesmo período que o resto do País.
Pois é, não precisar suportar horário eleitoral com aquela penca de candidatos é um alívio muito grande. E mais alívio ainda é ficar distante de toda essa sujeira que rola em campanhas municipais. Em Manaus, minha cidade querida, a situação chega a dar náuseas.
É governador convocando coletiva para explicar que ele não bate na mulher e nem obrigou a filha a abortar. É o vice (candidato a prefeito, possível prejudicado com a história e com telhado de vidro) dizendo que não, ele não é um comedor de criancinhas e assim vai…Cheguei a me perguntar, porque em seu blog, um jornalista que se vestiu de salvador da moral e dos bons costumes locais também perguntou: por que diabos um governador chama a imprensa para se prestar a um papel desses???
A resposta, que o blogueiro não revela: porque um famoso senador – também se auto proclamado salvador da moral e dos bons costumes – foi avisar ao governador que tinha uma fita de vídeo em que uma mulher com dor de cotovelo (e todo mundo sabe que mulher com dor de cotovelo é flórida, rs) faz as denúncias contra o grupo do governador. O senador (aquele que disse que ia dar uma surra no Lula, rs), segundo os jornais de Manaus, foi acompanhado pelo dono de um dos jornais de lá, conhecido pelas chantagens que faz contra políticos locais usando seu poder de dono de meio de comunicação. Obviamente para se antecipar às denúncias, o governo estadual convocou a coletiva.
Mais tarde, o senador faz a mesma coisa. E a imprensa local, que nessas horas só me dá vergonha, fica que nem juiz de futebol correndo de um lado pro outro. Deveriam é denunciar essa palhaçada protagonizada por candidatos que dizem querer o melhor para a cidade. No meio de tanta lama, gostaria que me apontassem um que possa chegar limpo ao final de todo esse processo. O triste é que todo ano de eleição é isso. A preocupação maior é quem consegue fazer mais denúncias, quem tira mais sujeira debaixo do tapete de outro. Mesmo que esse outro seja o amigo do peito e aliado da eleição passada.
Pois é, não precisar suportar horário eleitoral com aquela penca de candidatos é um alívio muito grande. E mais alívio ainda é ficar distante de toda essa sujeira que rola em campanhas municipais. Em Manaus, minha cidade querida, a situação chega a dar náuseas.
É governador convocando coletiva para explicar que ele não bate na mulher e nem obrigou a filha a abortar. É o vice (candidato a prefeito, possível prejudicado com a história e com telhado de vidro) dizendo que não, ele não é um comedor de criancinhas e assim vai…Cheguei a me perguntar, porque em seu blog, um jornalista que se vestiu de salvador da moral e dos bons costumes locais também perguntou: por que diabos um governador chama a imprensa para se prestar a um papel desses???
A resposta, que o blogueiro não revela: porque um famoso senador – também se auto proclamado salvador da moral e dos bons costumes – foi avisar ao governador que tinha uma fita de vídeo em que uma mulher com dor de cotovelo (e todo mundo sabe que mulher com dor de cotovelo é flórida, rs) faz as denúncias contra o grupo do governador. O senador (aquele que disse que ia dar uma surra no Lula, rs), segundo os jornais de Manaus, foi acompanhado pelo dono de um dos jornais de lá, conhecido pelas chantagens que faz contra políticos locais usando seu poder de dono de meio de comunicação. Obviamente para se antecipar às denúncias, o governo estadual convocou a coletiva.
Mais tarde, o senador faz a mesma coisa. E a imprensa local, que nessas horas só me dá vergonha, fica que nem juiz de futebol correndo de um lado pro outro. Deveriam é denunciar essa palhaçada protagonizada por candidatos que dizem querer o melhor para a cidade. No meio de tanta lama, gostaria que me apontassem um que possa chegar limpo ao final de todo esse processo. O triste é que todo ano de eleição é isso. A preocupação maior é quem consegue fazer mais denúncias, quem tira mais sujeira debaixo do tapete de outro. Mesmo que esse outro seja o amigo do peito e aliado da eleição passada.
segunda-feira, setembro 22, 2008
O negócio é o seguinte...
Aqueles que enchem seus ouvidos pra dizer que é com eles que você pode contar, são os primeiros a te deixar na mão na hora em que você mais precisar. É fato: No final das contas, você sempre descobre com quem realmente poderá contar. E não vai ser aquela pessoa que - somente com palavras - sempre se colocou à disposição. Quem te estenderá a mão serão aqueles cujos nomes nem passaram por sua cabeça.
Mudando de assunto...
Luciano Huck descobre três irmãos pobrezinhos, que tocam rock, com a casa aos pedaços. A reforma deixou o lar dos rapazes muito bonita - como sempre. Mas o Luciano Huck decidiu "ajudar" mais e chamou o produtor "que de burro não tem nada" Rick Bonadio, pra dar "um jeito" nos garotos.
De cara, mandou-os para o salão e para fazer compras. Ensinou-os a ter "mais atitude" no palco e colocou uns samplers na musiquinha deles. Pronto. Mudança total??? Nada, só mais uma bandinha igualzinha a outras tantas como NX Zero, Fresno, CPM 22. Fiquei com vergonha alheia pelos meninos. Se antes, eles queriam fazer algo diferente ou sei lá, tinham alguma identidade, agora têm corte de cabelo igual, se vestem igual e cantam igualzinhos às bandas citadas acima.
O pior de tudo? Capaz de fazerem sucesso, pois como diz o Fred Chatonésio (que já fez parte desse mundo), o mercado quer isso mesmo. E as adolescentes desesperadas e sem nada na cabeça (conheço exceções), vão estar lá no palco gritando feito doidas quando os robozinhos do Rick Bonadio subirem no palco.
Mudando de assunto...
Luciano Huck descobre três irmãos pobrezinhos, que tocam rock, com a casa aos pedaços. A reforma deixou o lar dos rapazes muito bonita - como sempre. Mas o Luciano Huck decidiu "ajudar" mais e chamou o produtor "que de burro não tem nada" Rick Bonadio, pra dar "um jeito" nos garotos.
De cara, mandou-os para o salão e para fazer compras. Ensinou-os a ter "mais atitude" no palco e colocou uns samplers na musiquinha deles. Pronto. Mudança total??? Nada, só mais uma bandinha igualzinha a outras tantas como NX Zero, Fresno, CPM 22. Fiquei com vergonha alheia pelos meninos. Se antes, eles queriam fazer algo diferente ou sei lá, tinham alguma identidade, agora têm corte de cabelo igual, se vestem igual e cantam igualzinhos às bandas citadas acima.
O pior de tudo? Capaz de fazerem sucesso, pois como diz o Fred Chatonésio (que já fez parte desse mundo), o mercado quer isso mesmo. E as adolescentes desesperadas e sem nada na cabeça (conheço exceções), vão estar lá no palco gritando feito doidas quando os robozinhos do Rick Bonadio subirem no palco.
terça-feira, setembro 09, 2008
Ai meus sais..
Sem dúvida - e que Deus me perdoe - mas a burrice é dos defeitos humanos o mais triste e o mais difícil de tolerar. Como ainda não consegui meu objetivo de vida - que é conquistar a paciência de Jó - não sei o que fazer para não me controlar e não mandar muita gente para a galáxia mais distante possível...SOCORRO!!!
sexta-feira, setembro 05, 2008
Notícia do ano: REM do Brasil!!!

Tô tão emocionada que não consigo escrever muito. A notícia abaixo é parte da que foi publicada hoje no portal G1.
O grupo norte-americano R.E.M. teve confirmadas quatro apresentações no Brasil no mês de novembro próximo. As performances ocorrem em Porto Alegre (6/11), Rio de Janeiro (8/11) e São Paulo (10 e 11/11), na segunda vinda do grupo ao país - o R.E.M. tocou no Rock in Rio III, em 2001.
Os valores dos ingressos e o início das vendas ainda vão ser confirmados.
Porto Alegre
Quando: 6 de novembro (quinta)
Onde: Estádio do São José
Porto Alegre
Quando: 6 de novembro (quinta)
Onde: Estádio do São José
Rio de Janeiro Quando: 8 de novembro (sábado)Onde: HSBC Arena, Av. Embaixador Abelardo Bueno, s/nº, B. da Tijuca, tel. 3035-5200
São Paulo Quando: 10 e 11 de novembro (segunda e terça)
Onde: Via Funchal, R. Funchal, 65, V. Olímpia, tel. (11) 3188-4148 (Call Center)
Onde: Via Funchal, R. Funchal, 65, V. Olímpia, tel. (11) 3188-4148 (Call Center)
quarta-feira, agosto 27, 2008
Vou te contar...
Se depois de soltar por duas vezes o Daniel Dantas e fazer outras coisitas mais, se o STF hoje cancelar a demarcação contínua da reserva indígena Raposa Serra do Sol, eu desisto da justiça brasileira e perco todo o respeito por aqueles senhores! É isso!
sexta-feira, agosto 22, 2008
"That was just a dream..."

Há tempos adquiri o hábito de tentar lembrar dos meus sonhos tão logo acordo. E assim consigo lembrar da maior parte deles, com trechos importantes. Quem convive comigo sabe desse hábito e já me ouviu contar muitos sonhos (claro que só conto pros que têm paciência, pois viver contando os sonhos é coisa de gente chata, eu sei...).
Segundo Freud - aquele que nem sempre explica tudo -, os sonhos refletem todos os desejos do inconsciente, aqueles que não conseguimos trazer à tona (uhuuu). Por isso tomo cuidado ao contar certos tipos de sonhos pra algumas pessoas hehehe... Mas o conteúdo dos sonhos às vezes não surge das profundezas do inconsciente, acredito eu. Basta lembrar algo ou pessoa, ou fato ou sei lá o que e isso pode aparecer nos sonhos. Comigo, já aconteceu várias vezes.
E acontece muito de eu ficar impressionada com qualquer coisa que ouvi, vi ou li, para passar a noite sonhando com aquilo. Assim é que tive vários pesadelos depois de ler O Caçador de Pipas e assistir ao Batman – O Cavaleiro das Trevas. Também sempre tenho pesadelos com o que mais temo. Normal. As primeiras vezes que sonhei com meu pai após a morte dele foram terríveis. A dor beirava o insuportável. Hoje os sonhos são sempre bons e acordo feliz sabendo que ouvi a voz dele de novo. Até o cheiro já senti nos sonhos...
Mas então, esse imenso "nariz de cera" (quem é jornalista também vai entender a expressão) é para contar dois dos sonhos mais legais que tive. No primeiro, eu estava em um local imenso, onde teriam vários shows de rock. Eu chegava e já dava de cara com o Steve Tyler fumando, bebendo e conversando com um pessoal numa mesa. Em outro local, vi os "meninos" do Rolling Stones fazendo o mesmo e muitos outros artistas espalhados pelo meio da galera, esperando a hora de cantar. Quando me aproximei um pouco mais do palco, tive a surpresa de ver e ouvir Pearl Jam cantando Off He Goes. Nem preciso dizer qual música fui ouvir assim que acordei, toda feliz.
No outro sonho, o palco era menorzinho, o show era quase uma jam session. E era Billy Corgan apresentando aquele cd solo "The Future Embrace" (amo Billy Corgan no Smashing Pumpkins, mas esse cd é chatinho) que ele fez assim que a Zwan acabou. Enfim, assim que terminou o show, ele veio cumprimentar a galera e falou com quase todos. E foi assim que eu pude bater mó papo com ninguém menos que Billy Corgan hehehe...Deve ser por isso que dizem por aí que sonhar é bom!
Segundo Freud - aquele que nem sempre explica tudo -, os sonhos refletem todos os desejos do inconsciente, aqueles que não conseguimos trazer à tona (uhuuu). Por isso tomo cuidado ao contar certos tipos de sonhos pra algumas pessoas hehehe... Mas o conteúdo dos sonhos às vezes não surge das profundezas do inconsciente, acredito eu. Basta lembrar algo ou pessoa, ou fato ou sei lá o que e isso pode aparecer nos sonhos. Comigo, já aconteceu várias vezes.
E acontece muito de eu ficar impressionada com qualquer coisa que ouvi, vi ou li, para passar a noite sonhando com aquilo. Assim é que tive vários pesadelos depois de ler O Caçador de Pipas e assistir ao Batman – O Cavaleiro das Trevas. Também sempre tenho pesadelos com o que mais temo. Normal. As primeiras vezes que sonhei com meu pai após a morte dele foram terríveis. A dor beirava o insuportável. Hoje os sonhos são sempre bons e acordo feliz sabendo que ouvi a voz dele de novo. Até o cheiro já senti nos sonhos...
Mas então, esse imenso "nariz de cera" (quem é jornalista também vai entender a expressão) é para contar dois dos sonhos mais legais que tive. No primeiro, eu estava em um local imenso, onde teriam vários shows de rock. Eu chegava e já dava de cara com o Steve Tyler fumando, bebendo e conversando com um pessoal numa mesa. Em outro local, vi os "meninos" do Rolling Stones fazendo o mesmo e muitos outros artistas espalhados pelo meio da galera, esperando a hora de cantar. Quando me aproximei um pouco mais do palco, tive a surpresa de ver e ouvir Pearl Jam cantando Off He Goes. Nem preciso dizer qual música fui ouvir assim que acordei, toda feliz.
No outro sonho, o palco era menorzinho, o show era quase uma jam session. E era Billy Corgan apresentando aquele cd solo "The Future Embrace" (amo Billy Corgan no Smashing Pumpkins, mas esse cd é chatinho) que ele fez assim que a Zwan acabou. Enfim, assim que terminou o show, ele veio cumprimentar a galera e falou com quase todos. E foi assim que eu pude bater mó papo com ninguém menos que Billy Corgan hehehe...Deve ser por isso que dizem por aí que sonhar é bom!
PS - A foto é do Rio Amazonas em frente à cidade de Parintins/AM. Já sonhei tanto que naufragava nesse rio, rs.
quinta-feira, agosto 21, 2008
Hum...
Este blog tá tão chato...
"I´m gonna start a revolution from my bed..." (acabei de ouvir isto...)
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Tô falando que o blog tá chato! Humpf!
"I´m gonna start a revolution from my bed..." (acabei de ouvir isto...)
O que uma coisa tem a ver com a outra?
Tô falando que o blog tá chato! Humpf!
segunda-feira, agosto 18, 2008
Beijing é coisa de mineiro...
Não tô entendendo essa palhaçada da mídia brasileira em trocar Pequim por Beijing. Até onde sei, Pequim é o nome em português da capital chinesa. Em todos os sites e na TV, a galera vem com essa história de "Beijing 2008" nas marcas das olimpíadas. Típica característica de colonizado...pois até onde sei, beijing é mineiro mandando "beijinho" para alguém. Aff!
quarta-feira, agosto 06, 2008
O casamento
"Sentimento não é contrato". Esse é o argumento de um amigo que não casar. Se eu não me engano, o namoro já dura uns três anos. Ela quer casar. E por tê-la conhecido primeiro que ele, apoio-a e pelo seguinte: Se o casamento não é contrato, porque ter medo do contrato? Que diferença faz? Nenhuma. Tanto para quem já vive casado, quanto para quem quer oficializar. Mas se quer oficializar, que diferença faz?
Em se tratando de direitos, hoje o código civil já garante amplos direitos para quem vive maritalmente sem ter oficializado a relação no papel . Seria a dificuldade que há em desfazer uma união oficial? Quantos problemas demoramos muito tempo para resolver? Quanto tempo já ficou esperando por atendimento da central do seu cartão de crédito?
Ah, sei não...Se perguntasse para Greg Behrendt, ele diria que o cara não quer casar – e com ela. Ponto. Se eu tenho opinião sobre o assunto? Preciso dizer mais alguma coisa?
Em se tratando de direitos, hoje o código civil já garante amplos direitos para quem vive maritalmente sem ter oficializado a relação no papel . Seria a dificuldade que há em desfazer uma união oficial? Quantos problemas demoramos muito tempo para resolver? Quanto tempo já ficou esperando por atendimento da central do seu cartão de crédito?
Ah, sei não...Se perguntasse para Greg Behrendt, ele diria que o cara não quer casar – e com ela. Ponto. Se eu tenho opinião sobre o assunto? Preciso dizer mais alguma coisa?
terça-feira, junho 24, 2008
Agora é sério: se beber, pegue um táxi!
É minha gente, depois da publicação da lei 11.705 o negócio agora é sentar para conversar e encontrar os amigos em casas de sucos. Isso porque agora quem for pego com uma única gota de álcool no organismo terá a carteira de habilitação retida por um ano, o carro apreendido e, nos casos de acidentes com vítimas, poderá ser preso.
É mais uma das histórias em que os justos pagam pelos irresponsáveis. Beber agora só em casa – ou se quiser contar com a sorte, o que não é o meu caso. Ainda mais aqui em Brasília onde praticamente cada pessoa tem um carro e prefere ir pros lugares em seu próprio carro – o que é o meu caso. E aquela proposta de “amigo da vez” pra mim não serve, pelo motivo já explicado.
Tava pensando em reclamar da lei aqui, mas analisando melhor, é justa! È inacreditável o que se passa na cabeça de pessoas que mal conseguem ficar de perto e pegam o carro pra dirigir. E o número de inocentes que morrem nessas brincadeiras? È demagogo vir falar disso agora, mas eu não quero entrar nas estatísticas de vítimas ou causadores de acidentes de trânsito. E torço para que a nova lei traga mais juízo para os irresponsáveis.
E viva o suco de cupuaçu com leite! :-)
É mais uma das histórias em que os justos pagam pelos irresponsáveis. Beber agora só em casa – ou se quiser contar com a sorte, o que não é o meu caso. Ainda mais aqui em Brasília onde praticamente cada pessoa tem um carro e prefere ir pros lugares em seu próprio carro – o que é o meu caso. E aquela proposta de “amigo da vez” pra mim não serve, pelo motivo já explicado.
Tava pensando em reclamar da lei aqui, mas analisando melhor, é justa! È inacreditável o que se passa na cabeça de pessoas que mal conseguem ficar de perto e pegam o carro pra dirigir. E o número de inocentes que morrem nessas brincadeiras? È demagogo vir falar disso agora, mas eu não quero entrar nas estatísticas de vítimas ou causadores de acidentes de trânsito. E torço para que a nova lei traga mais juízo para os irresponsáveis.
E viva o suco de cupuaçu com leite! :-)
segunda-feira, junho 16, 2008
Quem pergunta o que quer...
“Uma mulher escreveu pedindo dicas sobre como arrumar marido rico. Só isso já é engraçado, mas o melhor da história é que um cara deu a ela uma resposta bem fundamentada.Ela:
Sou uma garota linda (maravilhosamente linda) de 25 anos. Sou bem articulada e tenho classe.
Estou querendo me casar com alguém que ganhe no mínimo meio milhão de dólares por ano. Tem algum homem que ganhe 500 mil ou mais neste site? Ou esposas de gente que ganhe isso e possa me dar algumas dicas?
Já namorei homens que ganham por volta de 200 a 250 mil, mas não consigo passar disso, e 250 mil não vão me fazer morar em Central Park West.
Conheço uma mulher da minha aula de ioga que casou-se com um banqueiro e vive em Tribeca, e ela não é tão bonita quanto eu, nem é inteligente. Então, o que ela fez de certo que eu não fiz? Como eu chego ao nível dela?
Rafaela S.
Ele:
Li sua consulta com grande interesse. Pensei cuidadosamente no seu caso e fiz uma análise da situação. Primeiramente, não estou gastando o seu tempo, pois ganho mais de 500 mil por ano.
Isto posto, considero os fatos da seguinte forma: o que você oferece, visto da perspectiva de um homem como você procura, é simplesmente um péssimo negócio.
Eis o porquê: deixando as firulas de lado, o que você sugere é uma negociação simples. Você entra com sua beleza física e eu entro com o dinheiro.
Proposta clara, sem entrelinhas.
Mas tem um problema. Com toda certeza, a sua beleza vai decair e um dia acabar, e o mais provável é que o meu dinheiro continue crescendo.
Assim, em termos econômicos, você é um ativo sofrendo depreciação, e eu sou um ativo rendendo dividendos. Você não somente sofre depreciação como essa depreciação é progressiva, sempre aumenta.
Explicando: você tem 25 anos hoje e deve continuar linda pelos próximos 5/10 anos, mas sempre um pouco menos a cada ano, e de repente, se você se comparar com uma foto de hoje, verá que já estará um caco. Isto é, você está hoje na “alta”, na época ideal de ser vendida. Não de ser comprada.
Usando o linguajar de Wall Street, quem a tem hoje deve tê-la em ”trading position” (posição para comercializar), e não de “buy and hold” (compre e retenha), que é o para quê vocêestá se oferecendo.
Portanto, ainda em termos comerciais, casamento (que é um 'buy and hold') com você não é um bom negócio a médio/longo prazo, mas alugá-la pode ser, e, em termos sociais, um negócio razoável e que podemos cogitar é namorar.
Cogitar...
Já cogitando, e para certificar-me do quão ”articulada, com classe e maravilhosamente linda” você seja, eu, provável futuro locatário dessa “máquina”, quero o que é de praxe: fazer um “test drive”...
Peço, então, agendar com minha secretaria uma data e horário conveniente.
Atenciosamente,
Homem rico”
PS- Enviado pela Lellê. Sem autor. Só diz que saiu numa revista de consultoria financeira. Bem engraçado!
quinta-feira, maio 29, 2008
Contagem regressiva...
Sim, sou mais uma no time das "mulherzinhas" que aguardam ansiosamente pela estréia no Brasil de Sex and the City - o filme, rs. Se bem que não sei se tô mais ansiosa por essa ou pela estréia de Blindness - ou o Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles...Muito curiosa pra saber como ele retratou meu livro preferido...
segunda-feira, maio 26, 2008
E vc tb se dá conta...
...de que não existe nada mais irritante do que ouvir alguém, principalmente um jornalista, dizer - ainda mais na tevê - que "ainda falta um 'pequeno detalhe' ou "tem um detalhe importante". Cacilda, se é detalhe, não tem como ser pequeno (pois detalhe já dá idéia de algo bem pequeno) e, sendo pequeno, não tem como ser importante!!
Portanto meninos, se a mulher chega pro seu órgão e diz: "nossa, que 'detalhe importante' você tem entre as pernas!", saia correndo e vá procurar um psicólogo! Ah, foi só um exemplo...e a explicação não é só um detalhe entre a bobajada q. eu escrevo aqui, é algo relevante mesmo!
Portanto meninos, se a mulher chega pro seu órgão e diz: "nossa, que 'detalhe importante' você tem entre as pernas!", saia correndo e vá procurar um psicólogo! Ah, foi só um exemplo...e a explicação não é só um detalhe entre a bobajada q. eu escrevo aqui, é algo relevante mesmo!
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