domingo, dezembro 04, 2011
No supermercado
1 – Encontrar vaga para estacionar o mais próximo possível da entrada/saída do dito cujo.
2 – Os carrinhos grandes e pesados.
3 – Gente. E tem de todo tipo: aquelas que vão para passear; as indecisas – que ficam paradas olhando horas um produto pensando se levam ou não; as sem noção – que param o carro no meio do corredor e esquecem que outras pessoas também precisam circular; as mal-educadas – que pegam as coisas na sua frente, sem a menor cerimônia; as que já estão no caixa e lembram que precisam de algo mais, vão buscar e demoram horas...Enfim, tem muita gente chata nos supermercados.
4 – É cansativo: coloca coisas dentro do carrinho, tira para pagar, depois coloca no carrinho de novo, depois tira pra colocar no carro, depois tira do carro...aff!
5 – Guardar as coisas quando se chega em casa. Eu vou confessar: é o que tenho mais preguiça. Em geral, eu guardo as coisas que vão pra geladeira. As outras as guardo quando rola a paciência e a vontade! rs.
terça-feira, setembro 13, 2011
Cigarro, não!
Só muito amor me faz suportar os amigos fumantes, pois não tem nada que me irrita mais que fumaça de cigarro, seja de qual for. Ataca a rinite, coça o nariz, entra pela garganta e faz estragos. Não suporto mesmo...
É o cigarro que tem me afastado do que era um dos meus lazeres preferidos: assistir a shows em lugares abertos. Não dou conta de gente fumando perto de mim. Mesmo com todo mundo ali, apertadinho, na ponta dos pés querendo ver o show (meu caso, uma baixinha), tem gente que acha que por ser um lugar aberto, pode fumar! Poisé, eu acho que não pode. Fumaça de cigarro não é bom, tenho muito apreço pela minha saúde, faço sacrifícios para me manter saudável e não entendo porque alguém viciado em nicotina acha que todo mundo deve suportar sua fumaça.
E é por causa disso que cada vez mais penso mais de duas vezes antes de sair de casa pra ver um show, principalmente os de rock, meus preferidos. Chato, né?
segunda-feira, setembro 05, 2011
Sobre desconfianças, medos e pena...
De gente muito boazinha, muito solícita e que fala meio gemendo, te pegando. Uma hora a faca é cravada nas tuas costas e adivinha de onde veio?
De elogios gratuitos, sem cabimento... Em geral, são falsos e escondem uma intenção nada boa por trás.
De gente que se diz muito autossuficiente. Se precisa reforçar isso toda hora, é porque não consegue convencer a si mesmo.
De gente que se diz muito feliz. Aliás, tem coisa mais chata que gente assim?
E de gente que só vive infeliz, contando lamúrias, o coitadinho (a). Tão chatos quanto os felizes.
Eu tenho pavor...
De ficar presa no elevador. Já aconteceu e dei graças a Deus por estar sozinha, porque se estivesse acompanhada a pessoa iria acabar me matando na tentativa de me fazer parar o escândalo. Não, não, não...só de me imaginar presa no elevador, o coração para.
De locais pequenos, lotados e tocando música brega (sertanejo, axé, pagode e funk) e eu presa, sem poder sair.
De gente louca...não to falando dos doentes mentais, mas os loucos com cara de sãos.
De gente má. Eu achava que só existiam nas páginas policias e nas novelas, mas me dei conta de que estão mais próximos do que imaginava e é bom ficar longe, bem longe... Principalmente dos loucos malvados!
De gente mesquinha e apegada a coisas materiais.
De gente que separa o sujeito do predicado com vírgula! SOS!
Eu tenho pena...
De gente que não suporta a própria companhia...
De gente que acha que o dinheiro é o mais importante da vida e só admira alguém pelo número de $$$ existente em sua conta bancária...
De que não consegue rir das próprias desgraças...
De quem não conseguiu estudar por falta de oportunidade...
De quem não sabe contar uma piada...
De quem gosta primeiro dos outros antes de gostar de si mesmo...
De quem não sabe o que é ser amado pela família e amigos e quem acha que somente com um amor romântico se pode ser feliz...
segunda-feira, agosto 29, 2011
O que é, o que é?
Sair de supermercado ou qualquer loja carregando os produtos comprados na mão pois esqueceu sua ecobag e não quer pegar sacola plástica...
Separar o que não for orgânico em sacos e ter o trabalho de levar tudo em um posto de coleta de material reciclável simplesmente porque você não confia no serviço de coleta de lixo da sua cidade...
Ir meter o bedelho na prática do vizinho de conversar na rua com uma mangueira ligada na mão e totalmente esquecido da água que ele insiste em desperdiçar...
Apagar as luzes dos cômodos que não estão sendo utilizados, até mesmo na casa de desconhecidos...
Só imprimir o que for realmente necessário. Se der, perder tempo anotando... E ainda reclamar, sem o medo de ser tida como antipática, de quem imprime tudo o que vê pela frente...
Deixar de comprar produtos que tenham muitas embalagens, sendo a maior parte, inúteis...
Sair comprando ecobag pra todo mundo, até para aquele seu amigo que tá pouco se importando pra que serve o Fórum de Mudanças Climáticas...
Demorar um tempão lavando louças porque tem que ensaboar tudo antes de enxaguar...
Se incomodar com a torneira pingando... torneira dos outros.
Perguntar no restaurante se a carne servida vem de criadores que preservam sua reserva legal e não estão na lista suja do trabalho escravo...
Poisé, sou uma EcoChata!
terça-feira, julho 12, 2011
Chatices nas redes sociais
sábado, abril 09, 2011
Intolerância 2
Sem paciência para intolerantes!
Tal episódio me lembrou uma troca de e-mails que tive nesta semana com um colega jornalista de Manaus. Pra minha surpresa, ele encaminhou um abaixo-assinado contra ao que estão chamando de “kit gay” nas escolas. No texto do abaixo-assinado, totalmente preconceituoso e intolerante, os autores dizem que são contra a distribuição de material contra a homofobia para crianças e que os “vídeos contêm mensagens subliminares para as nossas crianças, induzindo-as a homossexualidade”. Pelo amor de Deus!!! Como se a homossexualidade pudesse ser uma opção que se escolhe por meio de um vídeo.
Retruquei ao colega, dizendo ter ficado chocada por ele, um jornalista, que tem acesso a todo tipo de informação, repassar um negócio desses. Ele me retrucou com um texto gigante, falando de coisas que me lembraram os cartazes dos criminosos da Avenida Paulista em “defesa da família”. O colega alega que estamos em um país democrático, disse que não é homofóbico, mas que “milhões de brasileiros que concordam com ele” acham que a homossexualidade é algo que ofende os valores cristãos e que ninguém é obrigado a concordar com a “ditadura gay que tentam impor ao nosso país”. Pra provar que não é homofóbico, ainda disse que: “Já escrevi e entrevistei, com muito respeito e democracia, diversos gays, sendo fiel, jornalisticamente e eticamente, a palavra que me deram como fontes”. SOS!!!
Era melhor ter dito que não gostava de gay e ponto, né? Ninguém é obrigado a gostar de ninguém, mas tentar camuflar preconceitos utilizando conceitos de democracia, liberdade de expressão e respeito aos valores da comunidade é demais pra minha cabeça. Pra finalizar, ele diz que é contra o “kit homossexual nas escolas deste país”. Ou seja, ele, que fala tanto em democracia, quer dizer o que é melhor para TODO país. Se não quisesse isso só pra escola do filho dele, eu até entenderia e respeitaria.
Aliás, vale lembrar que muito dos casos de violência e intolerância registrada contra homossexuais, negros, mulheres e nordestinos na cidade de São Paulo, por exemplo, conforme amplamente noticiado, são causados por pessoas de classe média, que se dizem defensoras da família e dos bons valores cristãos. Não acredito que o filho do colega vai virar um intolerante desse tipo. Ele mesmo disse que o educa para que trate as pessoas com respeito. Assim acredito que será, mas também acho que será mais uma pessoa acreditando que os héteros são “normais” e que os homossexuais são pecadores, indignos do reino de Deus. O mais engraçado é que não sei em que as religiões, pelo menos as cristãs, se baseiam para fazer essa condenação. Até onde sei (sou católica), Jesus Cristo só condenou os hipócritas, que ficavam nas igrejas rezando pra Deus, mas agindo diferentemente de suas leis. O próprio Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida, que todos tenham vida plena”. Não há um só trecho em que Cristo diz que somente os héteros devem ter vida plena. Ah, que Deus perdoe tanta intolerância!
domingo, janeiro 02, 2011
Títulos Bizarros

12/01 - Inadimplência no País cresce 5,9% em 2009, índice abaixo do registrado em 2008
Como assim, Arnaldo? Se cresceu, como pode estar abaixo do índice do ano anterior?
E eu ser burra por não entender a frase?
Tô tonta até agora tentando entender o que aconteceu com esse PIB. Desacelerou ou avançou?
Se o número de mortos caiu, é por que algumas pessoas ressuscitaram? Aleluia!!!
È, senhor bispo, essa história de doar a vida começou com Jesus Cristo. Tem que seguir o exemplo, mas deve ser literalmente, viu?
Uso de regionalismo é engraçado. Pra quem não conhece: peia = porrada.
Só em 2010? Bem que eu desconfiei...
Ou é média ou é baixo. Decida-se!
Ah, esse clima. Um psiquiatra pode dar um jeito nisso, né? Ou não?
Rio mau, muito mau!
Site do Ibama
Não dá pra confiar nem na honestidade dos pássaros deste país. O que custa tirar passaporte, mostrar RG, essas coisas? Por que pegar esse caminho da ilegalidade, meu Deus?
E o editor queria que ela fosse fotografada como estando grávida de sete meses?
terça-feira, dezembro 14, 2010
A imaturidade mora ao lado...
- Fala baixo!
- Senta que eu tô mandando!
- E eu disse pra você falar baixo!
- Mas como é que vou falar com você se você não para quieto e eu tenho ficar andando atrás de você.
(Aí, acho que ele sentou e a briga começou. E foi feia!).
Fui acordada de um sono ótimo numa tarde de sábado por mais um arranca rabo entre o casal de namorados, meus vizinhos. Pelo “nível” dessa e de outras discussões, não foi difícil perceber que os dois são novinhos e ainda vão ter que ralar muito para alcançarem o mínimo de maturidade.
Uma outra vez, fui acordada depois da seguinte declaração do “homem”.
- Se você me bater na cara mais uma vez, eu não respondo por mim!
Depois disso, vários objetos foram atirados na parede, alguns gritos e muito choro, agora da parte dela, que nem é muito de chorar. Na verdade, a menina é brava que dá medo. Ele também não é nenhum santo. Até onde já deu pra perceber, ele dá motivos.
Tudo isso dá para ouvir porque as janelas são grudadas. Como tem feito muito calor, anda impossível deixar a janela fechada e por isso tenho que agüentar as infantilidades dos vizinhos chatos. Se é possível ouvi-los transando? Não mesmo. Parece que eles se amam em silêncio e se odeiam no mais alto volume.
quinta-feira, novembro 04, 2010
O mau exemplo dos cursos preparatórios em BsB

quinta-feira, outubro 14, 2010
SOS
- Moço, tem um bar aqui do lado que está com uma banda ao vivo de forró. Ninguém consegue dormir!
- Senhora, eu posso registrar sua ocorrência, mas de antemão, vou logo avisando que não podemos fazer nada.
- Como assim?
- Não tem como fazer nada. Só registrar.
- E o que adianta registrar se nada será feito?
- É que sem o registro, não temos como saber de sua reclamação. Se tiver uma viatura disponível, enviaremos para aí.
- Mas e se fosse alguém que estivesse matando outro aqui na frente de casa?
- Eu faria a mesma coisa. Só registraria.
- Ah...
- No seu caso, é melhor a senhora ligar para a Secretaria de Meio Ambiente, que resolve assuntos de poluição sonora.
- Qual é o número?
- 08000922000
- Tá certo obrigada! (O cara parecia mesmo tão impotente que resolvi nem argumentar daquele jeito).
Na Sema
- Secretaria, boa noite.
- Moço, você ouvindo essa música?
- Estou sim.
- Então, meu vizinho está com uma banda de forró ao vivo aqui do lado. Ninguém consegue dormir.
- Isso é proibido. O que funciona lá?
- É um bar.
- Tem um nome?
- Não.
- Me passa o endereço direitinho.
Passei o nome da rua, todos os pontos de referência possível, mas o cara disse que era primordial o número do bar, que não existe. Por causa disso, o forró continuou. Nada foi feito. Só consegui dormir quando já estava amanhecendo, obrigada a ouvir as piores músicas possíveis, inclusive Mariposa Traiçoneira, que é a única música do cd do Maná que eu sempre pulo, porque não consigo ouvir de jeito nenhum. Isto é Manaus, terra sem lei!
Manaus: amor e ódio
1 – Minha família
2- Meus amigos
3 – Minha família
4 – Meus amigos
5 – Minha família
6 – O Rio Negro
7 – Os peixes
8 – Farinha do Uairini
9 – A hospitalidade das pessoas. Em Manaus, você faz um amigo em cinco minutos.
10 – O serviço público de saúde. Quando precisei, fui atendida rapidamente. Já em Brasília...Deus me livre ter de precisar...
10 Coisas que eu odeio em Manaus:
1 – O calor
2- O calor
3 – O calor
4 – A sujeira nas ruas. Além do serviço de limpeza ser péssimo, as pessoas ainda contribuem jogando lixo em qualquer lugar, pela janela do carro, nas praças. Ô ódio!
5 – Os vizinhos da casa da minha mãe.
6 – O som alto em qualquer lugar que se vá. As pessoas andam de carro com o som nas alturas, como se todo mundo tivesse a obrigação de ouvir o que a criatura tá quer.
7 – O trânsito. Muita gente mal-educada, que faz do trânsito uma competição. E são raros os que te dão passagem ou respeitam os sinais.
8 – O péssimo serviço de energia, água e telefone.
9 – O calor
10 – Os preços: De verduras, frutas, carnes e até diversão, acho tudo muito caro.
segunda-feira, setembro 13, 2010
O dia em que fui roubada pelas Lojas Renner!
Aí começou o início do roubo. A vendedora disse que eu era obrigada a contratar um seguro, mas que só precisaria pagar a primeira parcela. As restantes eu poderia simplesmente deixar de pagar. Também disse que era melhor parcelar a compra. Eu recusei e ela disse que se eu parcelasse e pagasse tudo no próximo mês, eu pagaria o mesmo valor e as parcelas seriam reduzidas devido ao adiantamento do pagamento. A mesma coisa foi reforçava por duas vendedoras. Acabei aceitando. Outro dia, quando fui fazer a compra, a vendedora falou a mesmíssima coisa. Se parcelasse e adiantasse o pagamento, teria desconto nas parcelas.
Então, eu devo ser muito idiota mesmo e acho que se uma das vendedoras tivesse me dito que papai noel existia, era capaz de eu ter acreditado. No dia que venceu a primeira compra, fui lá pagar, ciente de que quitaria todas as parcelas. Aí veio a surpresa: o valor total estava maior em R$ 12 e eu não tinha como cancelar o seguro, embutido em cada parcela. Quase enlouqueci na loja. O supervisor veio e disse esse roubo da loja estava certo e que ele não acreditava que as vendedoras tivessem me dito tamanho absurdo. Depois de protestar bastante, em vão, pedi que ele me repassasse aquelas informações por escrito e ele se recusou. Disse que a palavra dele bastava. E como é que eu iria acreditar depois de duas vendedoras da loja terem dito exatamente o contrário do que ele tava dizendo? Como eu ia acreditar numa loja que estava me roubando ali, sem a maior cerimônia?
Enfim, acabei pagando, fiz reclamação formal, e com certeza vou reclamar no Procon. Dois dias depois a loja me liga para fazer um acordo, afinal, eu era cliente nova, a loja era nova e eles não queriam que eu tivesse má impressão dali. Me convidaram pra ir lá. Não pude ir no dia combinado porque apareceu outro problema pra resolver, mas no dia seguinte fui lá e aí... não tinha acordo nenhum. Uma outra gerente, chamada Danielle, foi mais cínica que o primeiro gerente, Willian, e eu saí de lá mais estressada do que a primeira vez. Só então me deram o contrato do cartão, porque pedi, e no contrato, as condições de pagamento da Renner não são claras!
A lição que fica é que não pode acreditar nessas lojas e não vou mais aceitar nada que me digam ser vatanjoso, sem que tudo esteja totalmente explicadinho em contrato. E passei a odiar a Renner pelo resto da vida e sempre farei questão de espalhar essa história, para evitar que mais gente seja roubada por essa loja.
terça-feira, julho 20, 2010
Santa Ignorância!
O CASO – Maria Júlia Lledó e Rayanne Portugal escreveram uma matéria para um caderno do Correio Braziliense, publicado no dia 18 de julho, que fala sobre histórias de pessoas que viveram um grande amor no passado e depois de anos, se reencontraram. Assunto mega batido, mas enfim, as meninas devem ter ficado muito emocionadas com o filme Cartas para Julieta (que eu só vi o trailler e não me animou por conta de várias obviedades) e resolveram ir atrás das historinhas. O único mérito da matéria, na minha opinião, foi o fato de elas terem encontrado personagens, coisa difícil pra caramba.
Enfim, deveria ser uma matéria para se ler com descontração e perceber que neste mundo também há lugar para histórias bonitinhas nos jornais...até o momento em que, para ilustrar a matéria, as meninas resolvem citar histórias da literatura e do cinema e me pegam como exemplo o livro “O amor nos tempos do cólera”, do Gabriel Garcia Marquez, um dos meus livros preferidos e de muita gente que eu conheço. Como não leram a obra – triste dizer, mas muitos jornalistas só leem suas próprias matérias – elas pegaram a sinopse do livro do site da Cultura (http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=161705), onde conta que o García Marquez se inspirou nos próprios pais para escrever a história e coloca os nomes daqueles como se fossem os personagens do livro, o que não é verdade, os personagens são outros.
Essas coisas me tiram do sério...Se tivessem ao menos lido o texto do site até o final, poderiam ter evitado se passar por ignorantes. Fizeram um Ctrl C e Ctrl V puros e simples e, pra variar, passaram uma informação pela metade, prática muito comum no Correio Braziliense. E já que as gurias parecem gostar de filmes melados, poderiam ao menos ter visto o filme sobre a obra, né? Não gostei do filme, mas pelo menos a história é fiel ao livro.
quarta-feira, julho 14, 2010
Como fazer uma matéria para um grande jornal
2 – Para isso, tente encontrar ao menos duas pessoas que tenham o mesmo pensamento que o seu, para embasar sua teoria. É aceitável dizer que a opinião dessas duas pessoas é a opinião da maioria.
3 – Se precisar ouvir o outro lado, dê um jeito de distorcer o que o outro lado diz, de tal forma que você consiga provar sua tese.
4 – Se não conseguir entrevistar ninguém, procure no Google.
5 – Meias verdades não são totalmente mentiras.
6 – Invista em títulos e retrancas polêmicas e que chamem a atenção do leitor.
7 – Esqueça a ética. O importante é o “interesse ‘público’ do local onde você trabalha”.
P.S – Lendo as matérias de muitos jornais, isso parece ser exatamente o que, infelizmente, muitos jornalistas fazem. Foi para continuar fazendo isso que muitos jornalistas e as grandes empresas de comunicação foram totalmente contra a criação do Conselho Federal de Jornalismo.
sexta-feira, junho 18, 2010
Para sempre, José Saramago!
Foto: Saramago em Lanzarote (Espanha), por Sebastião Salgado.Sabe aquelas pessoas que a gente acha que nunca devem morrer? Para mim, José Saramago era uma dessas pessoas. Podem achar exagero, mas a notícia da morte dele me deixou arrasada. Guardadas as devidas proporções, depois da morte do meu pai, cinco anos atrás, não consigo lembrar quando fiquei tão triste assim pela morte de alguém. Poucos dias atrás iniciei a leitura da biografia dele, escrita por João Marques Lopes, e lembrei que biografias geralmente se lê quando o biografado já faleceu...Na hora, deu um alívio saber que não era o caso do Saramago.
O primeiro livro dele que li foi “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Fui criada na religião Católica, já li todo o Novo Testamento e vários livros do Velho Testamento e, ainda assim, não achei que a obra era uma heresia, como ouvi de muita gente. Soube que na época do lançamento da obra, ele foi quase obrigada a sair de Portugal e passou a viver na Espanha. Na verdade, achei o livro bem engraçado e gostei muito de poder conhecer um outro ponto de vista sobre uma história que nos é contada sempre da mesma forma.
Aliás, essa outra maneira de “ver o mundo” é o que mais me fascina nas obras de José Saramago. Sem pudores, ele descreve o ser humano nas situações mais baixas possíveis e com todas as suas fraquezas, mesquinharias e crueldades. E faz isso no melhor estilo “cômico se não fosse trágico”. Foi assim em Ensaios sobre a Cegueira, até agora meu livro preferido dele. Até agora porque ainda não li toda sua obra. Lembro que na primeira parte do livro, eu me acabava de rir das situações e na segunda parte, eu só chorava. É uma obra sem igual. Quem convivia comigo na época sabe o quanto fiquei feliz quando soube que Fernando Meirelles ia fazer a versão do filme para o cinema. Eu tinha certeza que o filme seria ótimo, como foi. O próprio Saramago elogiou. Logo ele, tão difícil de agradar...
Depois li “As intermitências da morte”, pra mim a obra mais engraçada dele. E a mais irônica. Mais uma vez, me impressionou a sua fantástica imaginação e o fato de refletir sobre algo que nós, as pessoas comuns, nem chegamos a cogitar: o que aconteceria se ninguém mais morresse? E se a morte mandasse um aviso, por meio de carta, de que está próxima? Imperdível. Infelizmente, por causa dessas coisas da vida, perdi esse livro. Quando quiser lê-lo novamente, as livrarias estão aí para vender livros, rs. A Cultura tem uma seção maravilhosa, que fica quase no meio da loja, com uma mesa, com várias obras dele.
O quarto livro foi O Homem Duplicado, outra ficção sem igual. O cara solteiro, morando sozinho, aluga um filme e, de repente, vê que é a cara de um dos atores do filme. Intrigante e final surpreendente. O quinto livro foi “A viagem do Elefante”, até agora o que gostei menos, mas que não deixa de ser um bom livro. A última obra que li foi O Conto da Ilha Desconhecida. Lúdico.
Enfim, o mundo está mais chato. Mesmo aos 87 anos, José Saramago ainda produzia muito. E era uma felicidade saber que ele ainda estava por aí, escrevendo alguma história fantástica que ia me deixar boba de novo. É realmente muito triste saber que um dos melhores escritores de todos os tempos, na minha modesta opinião, não está mais entre nós. E não posso dizer “Vá com Deus”, porque ele não gostaria, mas espero realmente que ele esteja em um bom lugar.
quarta-feira, abril 07, 2010
Céu de Brasília no dia 07.04.2010
segunda-feira, março 15, 2010
O fiasco dos 50 anos...
segunda-feira, março 01, 2010
Sobre o QI deles...
Nos dois casos, é certo: não é preciso ter um QI muito elevado para deduzir os dois resultados, né? Pelo menos meninas, é preciso anotar: se quiserem encontrar um cara muito inteligente, ele não pode fumar e não ter acusação de infidelidade da ex. O primeiro caso é até fácil encontrar...o segundo é que são elas...rs.
quinta-feira, fevereiro 25, 2010
Eu moraria em Canoa Quebrada...

Essa foi a maior surpresa do carnaval...eu sabia que ia ver lugares paradisíacos no Ceará, mas nunca imaginei que algum iria me fazer cogitar a possibilidade de deixar Brasília, cidade que eu adoro (mamãe que o diga!). Mas trocar uma por outra obviamente não seria uma simples mudança de endereço, mas de todo um estilo de vida.
Não sei quanto tempo vai durar essa vontade, mas aquela paz e simplicidade é tudo o que eu ando querendo. E eu que achei que era impossível encontrar lugar que me desse mais paz do que a capital federal. Porém, aqui não há simplicidade alguma. Sei lá, de todo modo, se a vontade não passar em um ano, terei que pensar seriamente no assunto.
Contudo, todavia, entretanto, a vida não é um filme e a realidade não é nada romântica, então teria que resolver um empecilho de ordem bem prática: O que eu faria em Canoa Quebrada? Sim, porque é até pecado desejar mais que aquele vento, aquelas praias e aquele mar verde... mas infelizmente cheguei numa idade em que o mínimo de conforto é essencial, como: carro (pra ir ao cinema em Fortaleza), uma casa com umas janelas bem grandes e grana pra ver minha família e amigos toda vez que sentisse saudade, sem contar que não passo o natal longe de casa (a casa da minha mãe sempre será a minha casa de verdade) nem que me ofereçam o céu.
Então, conversando com os amigos e pensando com meus botões surgiram algumas ideias de como sobreviver em Canoa Quebrada. Eis algumas:
1 – Vender coco na praia
Bom: coco na praia é tão essencial quanto o mar.
Ruim: eu teria mais concorrentes que a Angelina Jolie na disputa pelo Brad Pitt.
2 – Virar pescadora
Bom: assim como eu, muitas pessoas amam peixe. Acho que venderia bem.
Ruim: Como se pega peixe?
3 – Abrir uma pousada
Bom: Parece coisa de filme: uma pousada perto do mar. Muito charmoso.
Ruim: Teria paciência para lidar com os hóspedes chatos? E haja grana pra montar algo minimamente decente.
4 – Abrir um pub, onde só tocasse rock
Bom: Não vi nenhum pub lá. Na verdade, tem um lugar charmosinho que toca jazz. Mas acho que faria algo diferente. Levaria primeiro as bandinhas de Fortaleza pra tocar lá. Depois, quem sabe, até umas internacionais (sonhar não custa nada, né?).
Ruim: A Tassiana (cearense legítima) diria: “rock na terra do forró. Tu vai falir!!!”
5 – Vender artesanato
Bom: gosto muito de trabalhos manuais.
Ruim: Gostar não significa ter talento. E outra: teria renda pra viajar a hora que eu quisesse?
6 – Abrir um cinema
Bom: cinema nunca mais é demais. E toda cidade deve ter um.
Ruim: como me disse um senhor na volta de Canoa Quebrada: “no começo, pode ser novidade e todo mundo vai gostar. Mas depois, sei não. Melhor você abrir um jornal”.
7 – Abrir um jornal
Bom: jornalismo é a minha área e o que minimamente sei fazer.
Ruim: pra ganhar dinheiro com isso, eu teria que bajular anunciantes. E eu sou lá pessoa com talento e paciência pra bajular alguém?
8 – Trabalhar na sorveteria da Débora (pessoa feliz que mora em Aracati, onde fica Canoa Quebrada).
Bom: sorvete naquele calor não deve ser mau negócio.
Ruim: e se eu engordar?
9 - Virar uma local friend
Bom: Conheceria gente do mundo todo. Ahhhh, que maravilha!
Ruim: E o tal jogo de cintura para aguentar os "boring friends"?
Foto: Flávia Peixoto e Rodrigo Berçot


