terça-feira, junho 30, 2009

Walk Unafraid - REM


As the sun comes up, as the moon goes down
These heavy notions creep around
It makes me think long ago
I was brought into this life a little lamb, a little lamb
Courageous, stumbling
Fearless was my middle name
But somewhere there
I Lost my way
Everyone walks the same
Expecting me to step
The narrow path they've laid
They claim to
Walk unafraid
I'll be clumsy instead
Hold my love me or leave me high.
Say 'keep within the boundaries if you want to play.
'Say 'contradiction only makes it harder.
'How can I be, what I want to be?
When all I want to do is strip away
These stilled constraints
And crush this charade
Shred this sad masquerade
I don't need no persuading
I'll trip, fall, pick myself up and
Walk unafraid
I'll be clumsy instead
Hold my love me or leave me high.
If I have a bag of rocks to carry as I go
I just want to hold my head up high
I din't care what I have to step over
I'm prepared to look you in the eye
Look me in the eye
And if you see familiarity
Yhen celebrate the contradiction
Help me when I fall to
Walk unafraid
I'll be clumsy instead
Hold my love me or leave me high.

quarta-feira, junho 24, 2009

Constatações sobre o trânsito em Brasília.


- Os acidentes que acontecem aqui são inacreditáveis. Como em vias largas, bem sinalizadas, com velocidade controlada, as pessoas conseguem se acidentar da forma mais bizarra possível? Eu acho que é uma competição de uma alguma sociedade secreta.

- Fato mais que comprovado: fuja de mulheres dirigindo carrões. Como elas morrem de medo de que aconteça algo com seus carros caríssimos, elas andam abaixo da velocidade permitida, freiam ante qualquer oscilação do vento e passam horas tentando estacionar em um local que não ofereça risco para a pintura do veículo.

- Não espere que todos lhe avisem, por meio das setas, o que vão fazer. O carro a sua frente pode de repente, não mais que de repente, dobrar ou parar. Seja forte para não ter um ataque de nervos nessas horas.

- Galera adora um acidente, tanto que quando tem um carro parado na grama, todo mundo para pra ver o que houve e aí já viu o congestionamento. Depois reclamam dos goianos.

- Evite estacionar ao lado de carros mais altos que o seu. Os donos – achando que também são proprietários do mundo – não têm a menor vergonha de bater na porta do veículo estacionado ao lado.

- Desista de querer qualquer coisa de uma mulher no trânsito. Elas não dão passagem, fazem o que bem entendem e ai de você se reclamar. Lembro disso antes de sair de casa porque me recuso a ser tosca assim quando dirijo. Fora do carro é outra história, rs.

- Justiça seja feita: os homens daqui são gentis no trânsito.

- Quem dirige aqui, desaprende a dirigir em cidades com trânsito complicado. Eu que o diga. E quem causa acidentes ridículos aqui, não pode nem pensar em dirigir em outra cidade. É perigo puro.

- Que medo é esse que muitos têm em fazer baliza? Já me disseram que a baliza não é cobrada no exame de direção. Como assim?


P.S - A cena da foto ocorreu nos Estados Unidos, mas poderia ter ocorrido tranquilamente em Brasília. A motorista deu ré e caiu do quarto andar do estacionamento. Foto do portal G1.

sexta-feira, junho 19, 2009

Número de famintos bate recorde e ultrapassa 1 bilhão, diz FAO

Elevação do preço dos alimentos e crise econômica contribuíram; um a cada seis seres humanos passa fome

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo


GENEBRA - A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) anunciou nesta sexta-feira, 19, que o número de famintos no mundo atingirá em 2009 a marca recorde de 1 bilhão e 20 milhões de pessoas. Isso significa que um a cada seis seres humanos passa fome.

A FAO atribuiu o acentuado aumento no número de famélicos a uma combinação da crise financeira internacional com a persistente elevação dos preços dos alimentos, que levou mais 100 milhões de pessoais a sofrerem com a falta de alimentos.

Ao anunciar o fato, o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, advertiu que a crise alimentar "representa um grave risco para a paz e a segurança no mundo", segundo a agência Dow Jones. Praticamente toda a população de pessoas subnutridas vive atualmente nos países em desenvolvimento.

De acordo com as estimativas da entidade, desses mais de 1 bilhão de famintos, 642 milhões vivem na região da Ásia e do Pacífico e 265 milhões na África subsaariana.



P.S - Das coisas tristes dos últimos dias, esta é a mais digna de lamento. Isso porque ainda nem quero comentar a desobrigatoriedade de diploma pra jornalista.

sexta-feira, junho 05, 2009

Deficiências

Por Mario Quintana*


"Deficiente" é aquele que não consegue modificar sua vida, aceitando as imposições de outras pessoas ou da sociedade em que vive, sem ter consciência de que é dono do seu destino.

"Louco" é quem não procura ser feliz com o que possui.

"Cego" é aquele que não vê seu próximo morrer de frio, de fome, de miséria, e só tem olhos para seus míseros problemas e pequenas dores.

"Surdo" é aquele que não tem tempo de ouvir um desabafo de um amigo, ou o apelo de um irmão. Pois está sempre apressado para o trabalho e quer garantir seus tostões no fim do mês.

"Mudo" é aquele que não consegue falar o que sente e se esconde por trás da máscara da hipocrisia.

"Paralítico" é quem não consegue andar na direção daqueles que precisam de sua ajuda.

"Diabético" é quem não consegue ser doce.

"Anão" é quem não sabe deixar o amor crescer.

E, finalmente, a pior das deficiências é ser miserável, pois:"Miseráveis" são todos que não conseguem falar com Deus.



*Escritor gaúcho nascido em 30/07/1906 e morto em 05/05/1994

segunda-feira, junho 01, 2009

Garapa


Quem não gosta de pobres, acha a luta de movimentos sociais uma coisa chatíssima - que atrapalha o trânsito e tal - não se interessa em saber o que acontece além do seu umbigo e não se importa nem um pouco com coisas "triviais" do tipo "pessoas morrendo de fome", melhor não assistir ao GARAPA, novo filme (ou documentário) do José Padilha (aquele de Tropa de Elite e outros).



Eu duvido que alguém consiga assistir aquilo sem sentir um mal-estar, um desconforto imenso, um nó na garganta, um embrulho no estômago e uma vontade de espantar as moscas. Se você não aguenta essas sensações, vai por mim: não assista! Mas se for daquelas pessoas que tem uma certa curiosidade em ver que o mundo não é mesmo cor de rosa...eu recomendo!



Sobre o Grito da Terra e vergonha alheia!

Na semana passada, trabalhadores rurais de todo País estiveram em Brasília para o 15º Grito da Terra Brasil (GTB). A manifestação durou dois dias, mas a diretoria da Confederação dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e dirigentes sindicais de vários sindicatos e federações ligados à Contag estavam em negociação com o governo federal desde a semana anterior.

Pra quem não sabe, a Contag é a maior Confederação da América Latina e representa mais de 20 milhões de pessoas, entre agricultores familiares, assalariados rurais, assentados e sem-terras. Neste ano, o tema do GTB, promovido exclusivamente pela entidade, foi Reforma Agrária, Conservação Ambiental e Fortalecimento da Agricultura Familiar. A cobrança por reforma agrária nunca sai de pauta, uma vez que a concentração de terras ainda é revoltante no Brasil. E os que já têm terra e produzem 70% dos alimentos consumidos no País – portanto, os agricultores familiares – estão com dificuldades para produzir porque hoje a legislação ambiental impõe as mesmas regras para quem tem um ou mil hectares de terras. Não é justo, né? Por isso, os agricultores familiares reivindicam diferenciação na legislação, especialmente no Código Florestal Brasileiro. E para continuarem produzindo, é preciso dar condições, daí o fortalecimento da agricultura familiar.

Além desses três pontos, a Contag também reivindica outras políticas públicas para o campo, que beneficiam mulheres, jovens e pessoas na terceira idade. Só pra ter uma idéia, em pleno século 21, ainda existem cerca de quatro milhões de analfabetos somente no campo, sem falar na carência de assistência à saúde, combate à violência e outros direitos básicos de qualquer cidadão.

Então, por conta do trabalho, acompanhei a manifestação – junto com as demais coleguinhas da agência – e pude presenciar mais uma vez a mediocridade de muitos moradores aqui da Terra da Fantasia. Obviamente que não é agradável se deparar com mais de quatro mil pessoas ocupando três faixas do Eixo Monumental 9h da manhã de um dia de semana, mas também não custa nada ter um pouco de paciência e prestar atenção no motivo de toda aquela galera vir de bem longe pra estar ali.

Os veículos de comunicação locais – como era de se esperar – só noticiavam que o trânsito estava congestionado e entrevistavam os motoristas confortavelmente instalados em carros novos, com ar-condicionado e som mp3. Poucos foram os jornalistas que se preocuparam em entrevistar os manifestantes. Ao invés disso, esses manifestantes tiveram que ouvir ofensas como “vão trabalhar, “desocupados” da “civilizada” gente da cidade. Haja vergonha alheia! Vergonha pela mediocridade, desinformação, pelo egoísmo e alienação de muita gente e de muitos colegas de profissão.

Falei aqui ano passado e repito. Se não gosta de manifestações populares, muda para a China, porque lá isso não é permitido. Ou para a Coréia do Norte, onde os governantes com certeza vão calar bem calado qualquer um que se atreva a reclamar de qualquer coisa. E a ignorância é tão grande que já ouvi gente dizendo que as manifestações deveriam ocorrer nos finais de semana ou feriado, como se as pessoas viessem pra cá apenas para “constar” e não para serem vistas e ouvidas por quem realmente tem o poder de fazer algo – e infelizmente são os podem fazer algo de concreto, depois que já votamos neles.

Enfim, e para quem acha que protestar não adianta nada, os trabalhadores rurais voltaram para seus estados com algumas boas notícias. Embora não tenham conseguido a totalidade do que reivindicaram, conseguiram algumas coisas que vão melhorar um pouco a vida de muitos, o que não aconteceria se tivessem simplesmente ficado de braços cruzados e esperando pela boa vontade dos nossos governantes. E esperar é o que mais a gente “civilizada” da cidade gosta de fazer, pois isso não atrapalha o trânsito. Socorro!

quarta-feira, maio 20, 2009

FALANDO SÉRIO

Por Luis Fernando Verissimo

Ele disse:– Ora, reforma agrária...
Ela disse:– Vai dizer que você é contra?
Ele tentou cair fora:– O assunto é muito complexo.
Ela insistiu: – Espera um pouquinho.
– Dá um beijo, vai.
– Espera. Isto é importante. Eu quero saber.
– O quê?
– A reforma agrária. Você é contra?
– Por quê? Você é a favor?
– Mas só sou.
– Você quer que o velho divida as terras dele?
– Seu pai é latifundiário?
– Tremendo lati.
– Eu não sabia!
– Tem muita coisa a meu respeito que você ainda não sabe, boneca.Vem cá que eu te mostro...
– Espera. Falando sério.
– Dá uma beijoca.
– Falando sério, pomba.
– Está bem. O que você quer saber?
– Seu pai. Quantos hectares ele tem? Ou acres? É acres ou hectares?
– E eu sei? Nunca fui lá.
– Quantos?
– Um monte.
– Mais ou menos?
– Olha, eles pegam no jipe da fazenda e, num dia, não conseguem chegar ao fim das nossas terras.
– Meu Deus do céu!
– É que o jipe quebra sempre. Dá um beijo, poxa.
– Pára.
– Vem cá, mulher!
– Não vou. Olha, nunca pensei, viu?
– O quê? Que o meu velho fosse fazendeiro? Como é que você pensa que eu tou pagando a faculdade? E o carro? E o apartamento?E as nossas alianças de noivado?
– Ele tem terra improdutiva?
– Tem. Exatamente a parte que ele está guardando pra me darquando eu casar. A nossa terra, amor.
– Mas... E o seu discurso?
– Bom...
– Até eu achava radical. E olha que eu sou meio PT.
– Não vamos brigar por causa disto.
– Tudo o que você vive dizendo. Justiça social...
– Confere.
– A insensibilidade dos ricos no Brasil.
– Mantenho.
– Os escândalos dos sem-terra num país deste tamanho.
– Sustento.
– Vem cá. Outra noite, aqui mesmo, neste bar, você disse que todaa propriedade é um roubo. Eu achei bacanérrimo.
– Foi uma frase que me ocorreu na hora. Mas escuta...
– E agora vem dizer que é contra a reforma agrária.
– Eu não sou contra a reforma agrária. Teoricamente, sou a favor.
– E então?
– Você não entende? Agora não é teoria. Agora são as terras do velho!

segunda-feira, maio 11, 2009

Filosofia de botequim

Ligar “aquele” botão...
Continuar vivendo...
Cultivar amizades...
Preservar a saúde...
Trabalhar feliz...
Cultivar a paz...
Se apaixonar...
Desencanar...
Se aborrecer...
Simplificar...
Emagrecer...
Engordar...
Acreditar...
Esquecer...
Lembrar...
Perdoar...
Sofrer...
Ser...
Ter...

Já dizia o Sartre, no fim, tudo não passa de uma questão de escolhas...mesmo quando se escolhe deixar as coisas simplesmente acontecerem.

quinta-feira, maio 07, 2009

Da série "Vale Cada Centavo!"

Enquanto o Clint Eastwood estiver vivo e totalmente ativo (na profissão, digo), é bom não perder nada do que ele faz. A cada filme o cara fica melhor. Só queria saber de onde ele tira histórias tão boas pra levar pro cinema. Dos últimos filmes dele em cartaz, melhor não perder "A Troca" - com Angelina Jolie - e Gran Torino, estrelado por ele.

quarta-feira, abril 22, 2009

Sun-Shiny Day!

Em homenagem ao feriado mais legal dos últimos anos, uma musiquinha passada, mas bonitinha e que ajuda a encarar um dia de trabalho depois de tantas emoções!


http://www.youtube.com/watch?v=NkwJ-g0iJ6w&feature=related

segunda-feira, abril 13, 2009

Linda e absoluta!

Para quem estiver com a auto-estima baixa, veja o vídeo. Ou você fica com vontade de se matar de vez ou ao menos vai rir bastante. Eu que nunca dei bola pras coisas esdrúxulas do mundo, adorei a "obra prima". E nem adianta colocar a letra pra acompanhar, porque da segunda vez que ela repete a música, você já sabe cantar de cor. Valeu Lívia e Eduardo pela dica!

O endereço: http://www.youtube.com/watch?v=0bHQbtInJQc

sexta-feira, março 27, 2009

Mais do mesmo...

Por Leandro Fortes


CARTA ABERTA AOS JORNALISTAS DO BRASIL

No dia 11 de março de 2009, fui convidado pelo jornalista Paulo José Cunha, da TV Câmara, para participar do programa intitulado “Comitê de Imprensa”, um espaço reconhecidamente plural de discussão da imprensa dentro do Congresso Nacional. A meu lado estava, também convidado, o jornalista Jailton de Carvalho, da sucursal de Brasília de O Globo.

O tema do programa, naquele dia, era a reportagem da revista Veja, do fim de semana anterior, com as supostas e “aterradoras” revelações contidas no notebook apreendido pela Polícia Federal na casa do delegado Protógenes Queiroz, referentes à Operação Satiagraha. Eu, assim como Jailton, já havia participado outras vezes do “Comitê de Imprensa”, sempre a convite, para tratar de assuntos os mais diversos relativos ao comportamento e à rotina da imprensa em Brasília. Vale dizer que Jailton e eu somos repórteres veteranos na cobertura de assuntos de Polícia Federal, em todo o país. Razão pela qual, inclusive, o jornalista Paulo José Cunha nos convidou a participar do programa. Nesta carta, contudo, falo somente por mim.

Durante a gravação, aliás, em ambiente muito bem humorado e de absoluta liberdade de expressão, como cabe a um encontro entre velhos amigos jornalista, discutimos abertamente questões relativas à Operação Satiagraha, à CPI das Escutas Telefônicas Ilegais, às ações contra Protógenes Queiroz e, é claro, ao grampo telefônico - de áudio nunca revelado - envolvendo o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, e o senador Demóstenes Torres, do DEM de Goiás.

Em particular, discordei da tese de contaminação da Satiagraha por conta da participação de agentes da Abin e citei o fato de estar sendo processado por Gilmar Mendes por ter denunciado, nas páginas da revista CartaCapital, os muitos negócios nebulosos que envolvem o Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), de propriedade do ministro, farto de contratos sem licitação firmados com órgãos públicos e construído com recursos do Banco do Brasil sobre um terreno comprado ao governo do Distrito Federal, à época do governador Joaquim Roriz, com 80% de desconto.
Terminada a gravação, o programa foi colocado no ar, dentro de uma grade de programação pré-agendada, ao mesmo tempo em que foi disponibilizado na internet, na página eletrônica da TV Câmara. Lá, qualquer cidadão pode acessar e ver os debates, como cabe a um serviço público e democrático ligado ao Parlamento brasileiro.

O debate daquele dia, realmente, rendeu audiência, tanto que acabou sendo reproduzido em muitos sites da blogosfera. Qual foi minha surpresa ao ser informado por alguns colegas, na quarta-feira passada, dia 18 de março, exatamente quando completei 43 anos (23 dos quais dedicados ao jornalismo), que o link para o programa havia sido retirado da internet, sem que me fosse dada nenhuma explicação. Aliás, nem a mim, nem aos contribuintes e cidadãos brasileiros.
Apurar o evento, contudo, não foi muito difícil: irritado com o teor do programa, o ministro Gilmar Mendes telefonou ao presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, do PMDB de São Paulo, e pediu a retirada do conteúdo da página da internet e a suspensão da veiculação na grade da TV Câmara. O pedido de Mendes foi prontamente atendido.

Sem levar em conta o ridículo da situação (o programa já havia sido veiculado seis vezes pela TV Câmara, além de visto e baixado por milhares de internautas), esse episódio revela um estado de coisas que transcende, a meu ver, a discussão pura e simples dos limites de atuação do ministro Gilmar Mendes. Diante desta submissão inexplicável do presidente da Câmara dos Deputados e, por extensão, do Poder Legislativo, às vontades do presidente do STF, cabe a todos nós, jornalistas, refletir sobre os nossos próprios limites.

Na semana passada, diante de um questionamento feito por um jornalista do Acre sobre a posição contrária do ministro em relação ao MST, Mendes voltou-se furioso para o repórter e disparou: “Tome cuidado ao fazer esse tipo de pergunta”. Como assim? Que perguntas podem ser feitas ao ministro Gilmar Mendes?

Até onde, nós, jornalistas, vamos deixar essa situação chegar sem nos pronunciarmos, em termos coletivos, sobre esse crescente cerco às liberdades individuais e de imprensa patrocinados pelo chefe do Poder Judiciário? Onde estão a Fenaj, e ABI e os sindicatos?

quinta-feira, março 05, 2009

Piadinha

Crise masculina
Quando eu completei 25 anos de casado, introspectivo, olhei para minha esposa e disse:
- Querida, 25 anos atrás nós tínhamos um fusquinha, um apartamento caindo aos pedaços, dormíamos em um sofá-cama e víamos televisão em uma TV preto e branco de 14 polegadas.

Mas todas as noites, eu dormia com uma loira de 25 anos. E continuei:

- Agora nós temos uma mansão, duas Mercedes, uma cama super king size e uma TV de plasma do 50 polegadas, mas eu estou dormindo com uma senhora de 50 anos. Parece-me que você é a única que não está evoluindo.

Minha esposa, que é uma mulher muito sensata, disse-me então, sem sequer levantar os olhos do que estava fazendo:

- Sem problemas. Saia de casa e ache uma loira de 25 anos de idade que queira ficar com você. Se isso acontecer, com o maior prazer eu farei com que você, novamente, consiga viver em um apartamento caindo aos pedaços, durma em um sofá-cama e não dirija nada mais do que um fusquinha.

Sabe que fiquei curado da minha crise de meia-idade? Essas mulheres mais maduras são realmente demais!


P.S. - Em homenagem a todas as mulheres maduras - que não significa necessariamene ser velha - e inteligentes :)

segunda-feira, março 02, 2009

As injustiças nossas de cada dia...

A cobertura das mortes de São Joaquim dos Montes (PE), atribuídas a membros do Movimento dos Sem-Terra (MST) serve para provar, mais uma vez, o quanto a imprensa brasileira é preconceituosa e elitista. Impressionante do que são capazes os “coleguinhas” – e os grupos que controlam os meios de comunicação deste País – quando querem impor um ponto de vista, uma “verdade”.

Não pretendo defender a galera acampada na tal fazenda em Pernambuco, tampouco defender a violência atribuída ao MST nos últimos anos, mas a forma orquestrada como toda a imprensa vem criticando o movimento, destacando apenas um lado da história me faz perder toda a confiança na dita democracia brasileira. O que considero mais injusto é que na hora de criticar um movimento social que eles nunca tentaram entender, vão atrás de pessoas nem um pouco isentas. È como se pedissem pro primeiro-ministro de Israel dizer o que acha dos comandantes da rival Palestina.

Por isso, perguntar do presidente do STF a opinião dele sobre o caso é jogar gasolina no fogo e sacramentar injustiças. O que dizer dos ruralistas? Obviamente que os culpados pelo assassinato dos quatro homens devem ser julgados e punidos, mas por que não usar da mesma severidade com que a imprensa e os latifundiários julgaram todo o MST para noticiar a morte de pobres e miseráveis, que pelo menos levantam a bunda – nem sempre gorda – e vão lutar por seus direitos?

Na quinta-feira (26) à noite, a matéria do Jornal Nacional contando o caso foi tão ridícula, que deu nojo. A “verdade” deles foi procurar associar sempre o MST ao presidente Lula, mostrando como os sem-terra foram beneficiados neste governo. O que é uma mentira tão grande...Até meus sobrinhos que ainda estão aprendendo a ler devem saber que a reforma agrária no Brasil está parada – uma grande vergonha para o PT.

Vendo aquilo já imaginei o que se passava na cabeça do perfil típico dos telespectadores do Jornal Nacional – aqueles chamados de Homer Simpson pelo William Bonner: “São todos uns baderneiros, bandidos mesmo”. Mesma idéia tentam impregnar em nossas mentes outros veículos. Lendo algumas matérias dos ditos mais importantes jornais brasileiros – O Globo, Folha de SP e Estadão – me perguntei se agora as pautas deles eram compartilhadas. Todas as matérias estavam escritas quase que com as mesmas palavras, ouvindo as mesmas fontes, destacando os mesmos fatos. Com certeza, pra economizar raciocínio, eles devem fazer uma reunião de pauta única.

E nessa pauta única nunca terão vez as injustiças cometidas no campo brasileiro: trabalho escravo, concentração de terras, pistolagem, etc. A Comissão Pastoral da Terra vive denunciando casos de assassinatos e ameaças a trabalhadores rurais e integrantes de movimentos sociais, mas só quem toma conhecimento é quem acessa o site da entidade, pois esses assuntos nunca são abordados pela tal “grande imprensa”. E por quê? Ah, basta tirar o olho do umbigo e olhar um pouquinho pros lados pra perceber...

Mais uma vez, repito: não concordo com a violência e não entendo algumas táticas usadas pelo MST, mas sei que não é preciso ir muito longe pra perceber que muitos têm tanto e outros não têm nada. Conversando com um amigo, me deu a curiosidade de saber quantos hectares tem a fazenda da qual ele vive falando. Dois mil foi a resposta. E o que vocês produzem lá? Ele: Nada. Acredito que a família dele deve ter trabalho bastante para conseguir tal propriedade, mas é justo deixar que dois mil hectares de terras fique assim, à toa? E aqueles que têm dez vezes mais que isso e não plantam um só pé de feijão? É contra esse tipo de injustiça que movimentos sociais ligados à reforma agrária – entre eles o MST - lutam. E se tem coisas erradas, é bom que se puna, mas de forma justa. E a imprensa brasileira, é a favor de quê??? Repito: basta tirar o olho do próprio umbigo e olhar pros lados...a resposta nem está longe.

quinta-feira, fevereiro 12, 2009

Sozinha no cinema

Recordando a historinha levantada dois posts atrás, já vi muitas caras feias depois de mencionar o quanto gosto de ir ao cinema “all by myself”. Muita gente não entende... De fato, eu é que não consigo entender como é que tem gente que deixa de ver o filme que tá querendo ver porque não quer ir sozinho (a).

Enfim, cada um com seu cada qual. Listo abaixo meus motivos para não me importar em ir ao cinema sem companhia. Não é que rejeite companhia, até convido e tudo, mas em geral, ir sozinha não me incomoda por que:

- Não se perde tempo negociando: o filme, o horário e o cinema. Você vê o filme que quer, na hora que der na telha e no cinema que bem entender.

- Pode ir sem planejar. Deu vontade e arrumou um tempo, vá. Se for negociar os itens acima, isto não é possível.

- Mesmo em salas lotadas, sempre tem uma cadeira vazia numa boa fila. Se for acompanhado, você tem que encontrar sempre duas cadeiras vazias, no mínimo.

- Pode se atrasar, sem ter que aguentar as reclamações da companhia. E também não atrapalha a companhia de ver o filme desde o começo.

- Não precisa ficar esperando a companhia ir comprar comida. Se você estiver com fome, você se vira.

- No meu caso, tem vezes que eu saio do cinema não querendo comentar o filme, principalmente se o dito cujo me faz pensar. Gosto de ficar sozinha com meus próprios pensamentos. E se o filme é ruim, corro para ligar pra alguém para avisar.

- E se você escolher um filme achando que vai ser bom e ele se revelar uma “coisa sem pé nem cabeça”, não se sente culpado por ter levado outra pessoa junto. O prejuízo é só seu.

Bom, por enquanto são esses os motivos que eu lembro. Se surgir mais algum, eu volto. Ah, Feliz 2009 pra todo mundo!

terça-feira, dezembro 16, 2008

Correria...e registro!



Fechamento de duas edições de jornais, cinco programas de rádio, trocentas notas pro site, procura por presentes de amigo oculto, amigos e família, exames médicos, fazer "mil sociais" pra manter as amizades, resolver problemas do carro...




Enfim, diante disso, tá difícil aparecer por aqui...Mas gostaria de registrar - com muito atraso - que o show do REM foi muuuuuito bom!! Valeu cada centavo. E o povo do Rio é muito bacana. Valeu Lellê, Valeu CA.




Era isso...ano que vem tem mais!




P.S. Foram as fotos melhorzinhas que consegui tirar :D

sábado, outubro 18, 2008

Das coisas que eu não consigo compreender...

_ Vc já viu Ensaio sobre a Cegueira?
- Sim, duas vezes.
- E é bom?
- Sou suspeita pra falar porque é baseado em um dos meus livros preferidos, de um dos escritores preferidos e do diretor preferido. E eu só assisto a mais de uma vez um filme no cinema se ele for muito bom.
- Eu tava querendo ver, mas minha namorada, que já não gosta de cinema, odeia filme brasileiro.
(Pensei: SOCORRO!)
- Poisé, se não me engano, só tem uma atriz brasileira no filme, e ela é mais conhecida lá for a que aqui.
- Mas o diretor é brasileiro, né? É filmado no Brasil?
- Sim…e é filmado em SP e em outras duas cidades, do Chile e Canadá...enfim, não se pode chamar de um filme brasileiro, creio.
- Hummm…eu quero muito ver.
- E por que não vai sozinho?
- Ah, ela me mata...
(SOCORRO, de novo!)

Outro diálogo:

Mais de um mês depois de estrear o filme.

- Pôxa, ainda não vi Ensaio sobre a Cegueira…
- Oxe, por que não?
- Ninguém quer ir comigo?
- Mas e aquele dia que vc saiu dizendo que tava indo com uma amiga?
- Não deu certo.
- E por que não vai sozinha?
- Ah, odeio ir ao cinema sozinha. Nunca vou sozinha.
(SOCORRO!!!)

Bem, pra começo de conversa, gostei mesmo do filme. E tava esperando pela estreia desde que o Fernando Meirelles conseguiu a autorização do Saramago para filmar. Vinha acompanhando tudo. E geralmente não faço questão de ver filmes no dia da estreia, mas esse fiz questão. E não escondi minha ansiedade de ninguém. Não me considero apta a fazer crítica de cinema, mas posso dizer que o filme é igual ao que eu imaginava enquanto lia o livro. Gostei da dualidade de cores, da fidelidade ao texto do Saramago e me impressionei com o fato de que não sentimos falta dos nomes dos personagens, visto que eles não são nominados no livro.

Sobre os diálogos:

Não gostar de cinema e, pior, odiar filme brasileiro?? Depois eu que sou a chata??!! Fiquei imaginando a cara de nojenta que essa namorada tem…Ops, lembrei que a conheço e realmente tem cara de nojenta, rs.

Perder de ver um filme legal porque odeia ir ao cinema sozinha??? Deus me livre…a vida é muito curta, pra se perder tempo esperando companhia pra fazer algo que se quer muito, como ir ao cinema. Tira pedaço não!

SOCORRO!!

quarta-feira, outubro 08, 2008

A música que embalou o aniversário...rs

Tempo Rei - Gilberto Gil


Não me iludo
Tudo permanecerá
Do jeito que tem sido
Transcorrendo
Transformando
Tempo e espaço navegando
Todos os sentidos...

Pães de Açúcar
Corcovados
Fustigados pela chuva
E pelo eterno vento...

Água mole
Pedra dura
Tanto bate
Que não restará
Nem pensamento...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...

Pensamento!
Mesmo o fundamento
Singular do ser humano
De um momento, para o outro
Poderá não mais fundar
Nem gregos, nem baianos...

Mães zelosas
Pais corujas
Vejam como as águas
De repente ficam sujas...

Não se iludam
Não me iludo
Tudo agora mesmo
Pode estar por um segundo...

Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Oh Tempo Rei!
Transformai
As velhas formas do viver
Ensinai-me
Oh Pai!
O que eu, ainda não sei
Mãe Senhora do Perpétuo
Socorrei!...

quarta-feira, setembro 24, 2008

Viva o Distrito Federal!!!


À parte todos os motivos pra eu gostar de morar em Brasília, com certeza um tem feito a diferença: o fato de aqui só haver eleições de quatro em quatro anos. Se é que alguém já não sabe disso, mas no DF só tem eleição para governador e deputados distritais e ocorre no mesmo período que o resto do País.

Pois é, não precisar suportar horário eleitoral com aquela penca de candidatos é um alívio muito grande. E mais alívio ainda é ficar distante de toda essa sujeira que rola em campanhas municipais. Em Manaus, minha cidade querida, a situação chega a dar náuseas.

É governador convocando coletiva para explicar que ele não bate na mulher e nem obrigou a filha a abortar. É o vice (candidato a prefeito, possível prejudicado com a história e com telhado de vidro) dizendo que não, ele não é um comedor de criancinhas e assim vai…Cheguei a me perguntar, porque em seu blog, um jornalista que se vestiu de salvador da moral e dos bons costumes locais também perguntou: por que diabos um governador chama a imprensa para se prestar a um papel desses???

A resposta, que o blogueiro não revela: porque um famoso senador – também se auto proclamado salvador da moral e dos bons costumes – foi avisar ao governador que tinha uma fita de vídeo em que uma mulher com dor de cotovelo (e todo mundo sabe que mulher com dor de cotovelo é flórida, rs) faz as denúncias contra o grupo do governador. O senador (aquele que disse que ia dar uma surra no Lula, rs), segundo os jornais de Manaus, foi acompanhado pelo dono de um dos jornais de lá, conhecido pelas chantagens que faz contra políticos locais usando seu poder de dono de meio de comunicação. Obviamente para se antecipar às denúncias, o governo estadual convocou a coletiva.

Mais tarde, o senador faz a mesma coisa. E a imprensa local, que nessas horas só me dá vergonha, fica que nem juiz de futebol correndo de um lado pro outro. Deveriam é denunciar essa palhaçada protagonizada por candidatos que dizem querer o melhor para a cidade. No meio de tanta lama, gostaria que me apontassem um que possa chegar limpo ao final de todo esse processo. O triste é que todo ano de eleição é isso. A preocupação maior é quem consegue fazer mais denúncias, quem tira mais sujeira debaixo do tapete de outro. Mesmo que esse outro seja o amigo do peito e aliado da eleição passada.